sábado, 11 de agosto de 2018

Nasa adia lançamento de missão para 'tocar' o Sol com nave hiper-resistente ao calor e à radiação


A agência espacial americana (Nasa) adiou, pela terceira vez, o lançamento sua primeira missão para "tocar" o Sol, a Parker Solar Probe. Foram registrados problemas técnicos. A operação estava prevista para as 4h48 da manhã deste sábado, horário de Brasília. As equipes tentarão realizar um novo lançamento na manhã deste domingo (12).
A nave espacial deverá se aproximar da enorme estrela cheia de hidrogênio e hélio e enfrentará temperaturas altíssimas, assim como níveis de radiação. Os cientistas vão chegar mais perto do que nunca – na atmosfera externa do Sol - e o que será colhido de informação pelo caminho também será importante.

Material especial

A nave espacial seria lançada da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. Uma janela de lançamento foi aberta neste sábado (11) às 3h48 min da madrugada da Flórida (4h48 min de Brasília) e deverá ser encerrada até o domingo (19).
De acordo com a agência EFE, os prognósticos meteorológicos eram favoráveis, com 70% de chance de tempo bom. A Nasa, que chegou a remarcar duas vezes o lançamento, chegou a confirmar que estava com tudo pronto para o início da missão na madrugada deste sábado (11), e disse que ela será "histórica".
A Parker Solar Probe (PSP) é uma nave única: foi projetada para suportar condições brutais de calor e radiação, com uma blindagem que é resultado de anos de pesquisas.
  • A PSP chegará sete vezes mais perto do Sol do que qualquer outra espaçonave;
  • Para suportar as altas temperaturas, ela terá um escudo especial com 11,43 centímetros de espessura;
  • O material deverá suportar temperaturas que passam de 1,3 mil ºC – a superfície do Sol pode chegar a 5,5 mil ºC. A coroa, atmosfera externa, pode ter milhares de graus Celsius. Por isso, vamos chegar até um certo limite;
  • A PSP terá mais ou menos o tamanho de um carro;
  • A sonda tem custo de US$ 1,5 bilhão (R$ 5,8 bilhões).

O que queremos descobrir?

Aprender mais sobre os ventos solares e entender os motivos de a atmosfera externa do Sol ser mais quente que a superfície.
O nome da missão – Parker Solar Probe – é uma homenagem a Eugene Newman Parker, astrofísco de Michigan. Foi ele quem descobriu uma solução matemática para comprovar os ventos solares. Parker recebeu a honra de ter uma missão com seu nome ainda vivo, uma raridade na história da Nasa.
G1 


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