quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Ministro diz que é difícil provar ligação de políticos com morte de Marielle


O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta quarta-feira (8) que a dificuldade da investigação da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomesestá em coletar provas para comprovar envolvimento de agentes do Estado, políticos e milícias no crime.
Jungmann participou nesta quarta de um evento em Brasília promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e foi questionado por jornalistas sobre o andamento das investigações.
"Você tem a necessidade de estabelecer a autoria, digamos assim, intelectual [do crime], obter e coligir provas pra isso. Então essa é a dificuldade que se tem. Já foram citados políticos, já foram citados membros de milícias e agente públicos também. Apenas o que dificulta é a necessidade de você fazer a comprovação de tudo isso. Mas vai chegar a hora da justiça e eu tenho certeza que nós vamos punir os responsáveis pela morte da Marielle", afirmou o ministro.
Um dia antes, o ministro já havia dito em entrevista ao programa “Entre Aspas”, da GloboNews, que o envolvimento de políticos e agentes do Estado dificultava o esclarecimento do assassinato.
Na ocasião, o ministro disse que haviam duas dificuldades para esclarecer o crime.
“Em primeiro lugar é o fato, que é difícil de te responder... Com as informações que tenho, eu não posso trazer todas aqui porque senão eu criaria problemas para a própria investigação. Em segundo lugar, a complexidade. Esse assassinato da Marielle envolve agentes do Estado. Envolve, inclusive, setores ligados seja a órgãos de setores do Estado seja a órgãos de representação política”, disse à Globo News.
Nesta quarta, ao conversar rapidamente com jornalistas, Jungmann reconheceu que há urgência da população e do país para que o crime seja esclarecido. Mas explicou que, diante da dificuldade na coleta de provas substanciais, não se pode apressar a equipe responsável pela investigação.
"Não se pode apressá-los, porque eles têm que produzir provas e essas provas têm que ser substantivas. E elas têm que passar pelo teste de verificação de promotoria, de advogados, do Ministério Público e do próprio juiz", explicou o ministro da Segurança Pública.
G1 


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