sábado, 14 de julho de 2018

Promotor especial Robert Mueller acusa 12 russos de hackear comitê do Partido Democrata em 2016


O Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou nesta sexta-feira (13) 12 russos por conspiração por hackear o comitê do Partido Democrata durante as eleições presidenciais em 2016. As acusações fazem parte da investigação do promotor especial Robert Mueller, ex-chefe do FBI, sobre a suposta ingerência de russos nas últimas eleições dos EUA. Mueller investiga se houve um conluio entre russos e a campanha de Donald Trump.
As acusações foram apresentadas três dias antes de uma reunião entre Donald Trump e seu homólogo russo, Vladimir Putin, em Helsinque.
Os 12 indiciados são membros da Inteligência militar da Rússia, conhecida como GRU. Eles são acusados de se engajar num esforço para hackear as redes de computadores de organizações do partido Democrata e da campanha da então concorrente de Trump, Hillary Clinton.
Antes dos indiciamentos anunciados nesta sexta, 20 pessoas e 3 empresas já tinham sido acusadas na investigação de Mueller. Entre os acusados estão o ex-chefe de campanha de Trump, Paul Manafort, e um dos seus assessores, Richard Gates. Também estão 13 russos acusados de participar de uma poderosa campanha em redes sociais para influenciar a opinião pública americana nas eleições de 2016.
Segundo disse Rod Rosenstein, número dois do Departamento de Justiça, em uma coletiva de imprensa, não há razão para acreditar que cidadãos dos EUA estavam envolvidos nos crimes mencionados nesta sexta pela acusação. Donald Trump, ele acrescentou, foi informado nesta semana sobre os desdobramentos do processo.

Suspeitas de conluio entre Trump e os russos

Robert Mueller, nomeado pelo Departamento de Justiça em maio de 2017 para retomar o trabalho do FBI, investiga também as suspeitas de conluio entre a equipe de campanha de Donald Trump e as autoridades russas. Ele também procura saber se o atual presidente tentou impedir a continuação do inquérito.
O Procurador Especial já indiciou vários antigos funcionários de Donald Trump, incluindo seu diretor de campanha, Paul Manafort, e Michael Flynn, ex-assessor de segurança da Casa Branca. Algumas horas antes do anúncio das acusações, Trump chamou a investigação Mueller de "caça às bruxas falsas", que “prejudica as relações com a Rússia”.
Os serviços de inteligência dos EUA concluíram que a Rússia havia interferido no processo eleitoral norte-americano de 2016 para minar a candidata democrata, Hillary Clinton.
G1-PB 


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