segunda-feira, 9 de julho de 2018

Greve dos caminhoneiros frustra expectativa de crescimento, dizem analistas


A greve dos caminhoneiros frustrou a expectativa de aceleração do crescimento econômico no segundo trimestre. Antes da paralisação, os analistas eram unânimes ao apontar que haveria uma melhora da economia entre abril e junho na comparação com os três primeiros meses do ano. Agora, as projeções estão cada vez mais baixas e consolidam um cenário mais pessimista.
Com os efeitos do movimento de maio, as previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre recuaram do patamar de 1% para em torno de 0,2% diante dos números mais recentes da economia. E há até quem projete uma retração da atividade no período. Nos três primeiros meses do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 0,4%, um resultado que foi considerado bastante fraco.
Os números do segundo trimestre ainda estão sendo divulgados. Os resultados de abril até surpreenderam positivamente e sinalizaram a possibilidade de a economia entrar em um caminho de crescimento mais robusto, mas os primeiros números de maio e junho mostram que a atividade foi bastante afetada pela greve e que a retomada deve ser mais lenta do que o esperado. A produção industrial de maio, por exemplo, recuou 10,9%. Foi a maior queda desde dezembro de 2008.
"A greve provocou uma grande desorganização do setor de transporte e em vários segmentos da economia", afirma o economista da consultoria GO Associados Luiz Castelli. "Além disso, houve um abalo na confiança de empresários e consumidores. Tudo isso se reflete em um impacto direto na economia."
Na projeção da GO Associados, o PIB do segundo trimestre deve ter recuado entre 0,2% e 0,3%.
G1 


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