sábado, 7 de julho de 2018

Dólar recua e opera abaixo de R$ 3,90


O dólar tinha queda nesta sexta-feira (6) com o foco na cena externa e com os investidores cautelosos diante dos próximos movimentos do Banco Central brasileiro — se voltará a atuar no mercado ou se continuará de fora como nos últimos dias, destaca a Reuters.
Às 15h54, o dólar recuava 1,75%, a R$ 3,8631 na venda, depois de ter fechado o pregão passado em alta. Veja mais cotações. Na máxima dessa sessão, a moeda norte-americana chegou a 3,9532 reais.
"A moeda (norte-americana) continua se valorizando fortemente contra o real, mostrando que o mercado vem testando a autoridade monetária", escreveu a Rico Investimentos em relatório.
No exterior, a expectativa ficava para os desdobramentos da guerra comercial global e pela divulgação de novos dados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos.
A criação de vagas de trabalho em junho foi maior do que o esperado, mas o aumento salarial estável indica pressão inflacionária moderada que deve manter o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) na trajetória de aumento gradual da taxa de juros.
O Fed elevou a taxa de juros duas vezes este ano e, de modo geral, a expectativa é de que os juros sejam elevados mais duas vezes neste ano.
Taxas mais elevadas tendem a atrair à maior economia do mundo recursos aplicados hoje em outras praças financeiras, como a brasileira.

Intervenção do BC

O presidente do BC, Ilan Goldfajn, reforçou na noite passada que não pautará a atuação no câmbio por mudanças de preço, buscando apenas dar tranquilidade ao mercado quando avaliar a ocorrência de falta de liquidez ou "sensação de pânico".
O BC não tem feito intervenções extraordinárias no mercado por meio de leilões de novos swaps cambiais —equivalentes à venda futura de dólares— desde a semana passada. Tem feito apenas as vendas desses contratos para rolagem dos vencimentos futuros, como nesta sessão.
Ofertou e vendeu integralmente 14 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em agosto, no total de 14,023 bilhões de dólares.
G1 


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