quarta-feira, 13 de junho de 2018

Reitoria da UEPB denuncia possibilidade de fechar cursos por queda no orçamento

Em audiência pública proposta pelo vereador Lucas de Brito (PV) na Câmara Municipal de João Pessoa, os servidores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) expuseram a situação financeira e administrativa da instituição por conta de cortes no orçamento por parte do Governo do Estado. No evento, ocorrido na nesta sexta-feira (8), foram detalhados os problemas, mas também cobradas soluções para que não haja prejuízo à sociedade paraibana.
Participaram da audiência, membros da Reitoria, diretores, professores e representantes de sindicatos das categorias. Todos tiveram a oportunidade de usar a tribuna e expor as dificuldades pelas quais passa a universidade. “A UEPB teve um corte orçamentário de R$ 30 milhões apesar do crescimento da receita corrente líquida do Estado em R$ 300 milhões no mesmo período”, destaca Lucas ao se referir ao atual governo.
Na audiência, os representantes da instituição denunciaram a falta de prioridade com que tem sido tratada a educação superior no Estado. A universidade tem 28 cursos de licenciatura, além de 24 cursos de bacharelado e 8 campi espalhados na Paraíba. “É responsável pela capilarização do ensino superior paraibano, e tem alunos, muitos dos quais de baixa renda, que não teriam outra forma de acessar a educação de ensino superior se não fosse a existência imprescindível da UEPB”, acrescentou o parlamentar.
A mesa ainda foi formada pelo deputado Raniery Paulino (MDB), pelos professores da UEPB, Rangel Júnior (reitor), Luciano Albino (pró-reitor de Planejamento), Jaqueline Barrancos (diretora do Campus 5 em João Pessoa), Hamilton França (diretor-adjunto do Centro de Ciências Jurídicas) e o presidente em exercício da Associação dos Docentes (Aduepb), Leonardo Soares. Também compuseram a mesa o vice-presidente do Sindicato dos Técnicos da UEPB (Sintes-pb), Gustavo Araújo, e o coordenador de Comunicação da instituição, Hipólito Lucena.
O reitor Rangel Júnior fez uma retrospectiva histórica do surgimento da UEPB, estadualização, implantação de cursos, as lutas pela autonomia financeira e administrativa da instituição, além das inúmeras conquistas ao longo dos anos. Lucas de Brito afirmou que os servidores denunciaram a possibilidade concreta de fechamento de cursos por falta de orçamento devido aos cortes. “Pela primeira vez a UEPB vai trabalhar com percentual abaixo de 4% da receita corrente liquida como acontecerá em 2018”, lamentou.
Sobre a UEPB - Fundada em 15 de março de 1966, a UEPB tem hoje 52 cursos de graduação, 20 programas de pós-graduação, 21 mil estudantes, 1.320 professores, dos quais 500 são doutores. A instituição possui campi nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Guarabira, Lagoa Seca, Catolé do Rocha, Monteiro, Araruna e Patos. Entre os projetos e trabalhos desenvolvidos para capacitar os estudantes estão as clinicas com especialização em odontologia, saúde bucal, microcefalia, fisioterapia, psicologia, além de vários estudos na área de ciências agrarias, sobre o semiárido (agroecologia) e no Núcleo de Tecnologia Estratégica em Saúde (NUTS).
Assessoria 


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