quinta-feira, 14 de junho de 2018

Pedido de impeachment do prefeito e de abertura de CPIs acirram ânimos na Câmara de Patos

Os 4 vereadores de oposição, Ivanes Lacerda, Fátima Bocão, Lucinha Peixoto e Nadir Rodrigues, entregaram na noite desta terça-feira (12), ao presidente da Câmara, Sales Júnior, o pedido de abertura de processo de afastamento (cassação) do prefeito de Patos, Dinaldo Filho.
Três denúncias fundamentam pedido: Gastos com o São João 2017 sem autorização do legislativo; omissão na prestação de contas dos serviços de publicidade; utilização de bens públicos para fins particulares.
No pedido, a parlamentar autora da denúncia, vereadora Nadir Rodrigues, alega que houve o descumprimento do orçamento aprovado para o exercício financeiro de 2017, com gastos acima do permitido pela Lei Municipal 4.228/2013, que prevê que o município só poderá gastar até R$ 200 mil com festejos juninos.
Já os vereadores da situação aprovaram, nesta terça-feira (12), a abertura de duas CPIs (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar supostos casos de corrupção na prefeitura do município na época em que Nabor Wanderley (PRB) e Chica Motta administraram o município.
A primeira CPI é referente à obra da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jatobá. Parte dos vereadores alegam que, apesar de terem recebido os recursos do Ministério da Saúde, a gestão de Chica Motta deixou a obra inacabada.
A segunda é com relação a recursos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que seriam destinados para a construção de casas na cidade, mas, novamente, os recursos vieram e as obras não saíram.
Assinaram o requerimento, 8 dos 17 vereadores da cidade, o que supera o mínimo de 1/3 do total previsto no regimento.
O presidente da Câmara, José Sales Junior, informou que vai se reunir, nesta quinta-feira (14), com o procurador jurídico do Poder Legislativo. “Vamos observar diante dos termos regimentais o rito dessas dias CPIs que deram entrada na terça-feira”, explicou.
Quanto ao impeachment, o dirigente frisou que, se receber oficialmente o pedido, vai analisar a fundamentação. Depois, decidirá se coloca no plenário para que este decida se aceita ou não a abertura do processo.
Da Redação com o patosonline.com


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