terça-feira, 12 de junho de 2018

Moro aponta 'propaganda' a favor de Lula e interrompe escritor

O juiz Sérgio Moro negou a palavra ao escritor Fernando Gomes de Morais em audiência do processo envolvendo o sítio de Atibaia nesta segunda-feira (11). “O senhor responde as perguntas que forem feitas”, disse Moro. Assista ao vídeo acima.

Morais foi ouvido, por vídeoconferência, na condição de testemunha de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Neste processo, Lula é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Lula recebeu propina proveniente de seis contratos firmados entre a Petrobras e a Odebrecht e a OAS.

Os valores, conforme a acusação, foram repassados ao ex-presidente por meio de reformas realizadas no sítio. O ex-presidente nega a acusação e afirma não ser dono do imóvel.

Moro negou a palavra ao escritor após uma discussão entre ele e o advogado de Lula, Cristiano Zanin.

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A pedido da defesa do ex-presidente, Morais descreveu um encontro entre Lula e o cantor Bono Vox, em Londres. Moro questionou qual era a relevância do episódio para o processo, e a defesa de Lula rebateu afirmando que diz respeito à reputação do acusado.

O juiz disse, então, que “a defesa pode divulgar as questões meritórias fora do processo”. Ainda conforme Moro, a questão não tem relevância para o caso analisado e que “o processo não deve ser utilizado para este tipo de propaganda”.
Segundos depois, Morais pediu para fazer o uso da palavra; o juiz respondeu que não.
Durante a resposta de outro questionamento, Morais disse que repudiava o termo propaganda usado pelo juiz.
“O meritíssimo fez uso da palavra propaganda, que eu repudio. Eu não estou aqui fazendo propaganda (...). Em nenhum momento eu teria razão para fazer propaganda de quem quer que seja. Eu não ia jogar fora uma carreira de 50 anos para fazer propaganda de um presidente da República”, afirmou o escritor.
Além de Fernando de Morais, também foi ouvidas como testemunhas de defesa do processo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Celso de Faria e Luiz Dulci, por exemplo. 
G1 


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