sexta-feira, 4 de maio de 2018

ROBERTO CAVALCANTI COMPARTILHAR: ROBERTO 4.0

03 de Maio de 2018
Ah, como eu gostaria que esse 4.0 fosse mesmo um quarentinha! A juventude eterna continua uma promessa, embora a cada dia menos impossível. No horizonte tecnológico 4.0 - meu foco -, nada parece utópico ou inexequível, mas uma questão de tempo.

Ao longo da história, o grande desafio da humanidade tem sido a evolução. Desde o homem primitivo até hoje, passamos por progressos constantes. O nosso entorno é quem dita o ritmo. Impacta tanto as pessoas como suas atividades. E nunca, em época alguma da história das civilizações, essas mudanças ocorreram de forma tão rápida.

Peguemos como exemplo a evolução da produção industrial no mundo. É o meu campo. São quatro momentos facilmente identificáveis pelas transformações que propiciaram.

“Indústria 1.0”, em 1784, primeira revolução industrial marcada pela produção mecanizada a partir do uso de água e vapor.

“Indústria 2.0”, 1870, segunda revolução industrial, definida pela produção em massa com ajuda da energia elétrica.

“Indústria 3.0”, 1969, a terceira revolução industrial, estabelecida pelo uso de eletrônicos e tecnologia da informação para automação dos processos.

“Indústria 4.0”, atualmente, baseada no uso de sistemas cyber-físicos que se comunicam entre si e com seus usuários, usando a internet das coisas e revolucionando todas as áreas de nossas vidas, desde os relacionamentos até a produção industrial.

Se impacta pessoas – emprego, renda, produtos, serviços e lazer -, faz o mesmo com os países, que podem aproveitar a onda e colher seus bons frutos, ou ignorá-la e depois lamentar a oportunidade perdida.

Para competir no mundo da produção industrial atual, se faz necessário criar intercâmbio de informações e garantir que a inteligência artificial chegue em definitivo ao piso das fábricas.

E eu? Como fazer meu retrofit pessoal (processo de modernização) para não me tornar totalmente obsoleto?

Diferentemente das empresas e das máquinas, que podem ser atualizadas com substituição de componentes, para o corpo humano, que envelhece, ainda não existem as sonhadas “peças de reposição”.

Tenho me aplicado em prorrogar meu prazo de validade, porém, na prática a história é outra.

O salto tecnológico para a chamada indústria 4.0 utiliza-se de um conjunto de tecnologias digitais, realidade aumentada, computação em nuvem, manufatura aditiva, robôs, integração de sistemas e segurança cibernética, entre outras. Como posso me adequar para competir?

Até o ano passado pensava eu que fazendo novos cursos na minha idade, resolveria o problema. O risco, porém, é mais em cima.

Tenho quebrado a cabeça, aquecido os meus neurônios para garantir o Roberto 4.0. Talvez escrevendo essa coluna no Correio, tendo por obrigação inovar duas vezes a cada semana, esteja dando meus primeiros passos.

Tenho convicção de que não alcançarei o nível de interação da nova geração. Em 48 horas, estarei mais uma vez aniversariando. Admito que estou preocupado com a velocidade dessa evolução e a consciência de que é preciso acompanhá-la para sobreviver. Sinto-me, porém, um privilegiado por estar testemunhando esse momento fantástico.

Meu bisavô passou a vida cumprindo uma rotina igual. Os degraus da evolução, antes, eram centenários. Na minha, a cada dia há uma novidade. Não há tédio no mundo com inteligência artificial, robôs, nanotecnologias, impressão 3D... Por isso, Roberto 4.0. Não é idade, é objetivo.
POSTADO POR FERNANDO COUTINHO - NAÇÃORURALISTA.COM.BR


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