quinta-feira, 12 de abril de 2018

10% da população concentrava 43,3% da renda do país em 2017

Em 2017, uma minoria mais rica formada por 10% dos brasileiros detinha 43,3% da renda total do país. Na outra ponta, os 10% mais pobres detinham apenas 0,7% da renda total.
Considerando apenas os 1% que ficam no topo, a renda média foi de R$ 27.213 por mês --36,1 vezes a média recebida pela metade mais pobre da população, que ganhava R$ 754 por mês. A desigualdade é maior na região Nordeste e menor no Sul.
Segundo o IBGE, se todas as pessoas que têm algum tipo de rendimento no Brasil recebessem a mesma quantia mensal, o valor seria R$ 2.112. 
Os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) se referem ao ano passado, mas só foram divulgados nesta quarta-feira (11). A pesquisa sobre concentração de renda no Brasil considera todas as fontes de renda da população, como salário, aposentadoria, pensão e programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.

Renda média caiu em 2017

Considerando toda a população, o rendimento médio per capita diminuiu em 2017, apesar de o ano ter registrado crescimento de 1% no PIB (Produto Interno Bruto), após dois anos seguidos de recessão.
A renda média mensal real per capita foi de R$ 1.271, queda de 1,09% ou de R$ 12 em relação aos R$ 1.285 de 2016. Ou seja, cada brasileiro que tinha algum rendimento no ano passado recebeu, por mês, R$ 1.271, em média. 

Desigualdade só não piorou no Sudeste

O Índice de Gini --indicador mede a desigualdade de renda-- referente ao rendimento médio real domiciliar per capita manteve-se em 0,549 de 2016 para 2017. Numa escala de 0 a 1, quanto maior o indicador, pior é a distribuição dos rendimentos. 
A estabilidade em relação ao ano anterior ocorreu por conta de uma queda na região Sudeste, onde o índice passou de 0,535 para 0,529. No entanto, em todas as demais regiões houve piora.
No Nordeste, o Gini subiu de 0,555 em 2016 para 0,567 em 2017; no Norte, passou de 0,539 para 0,544; no Sul, de 0,473 para 0,477; e no Centro-Oeste, de 0,523 para 0,536.
(Com Agência Estado)
UOL 


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