domingo, 11 de março de 2018

Suécia quer ajudar nas negociações entre Coreia do Norte e Estados Unidos

A Suécia ofereceu hoje (10) sua ajuda para que se concretizem as conversas entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, depois de ambas as partes se mostrarem abertas a realizar uma reunião sobre desnuclearização.
"Se pudermos ajudar de alguma maneira, faremos. Mas também não quero especular demais sobre o que isso implicaria", disse hoje à agência de notícias sueca TT o primeiro-ministro Stefan Löfven, após se reunir com o premier de Luxemburgo, Xavier Bettel.
Löfven - que esteve em Washington nesta semana para se reunir com o presidente Donald Trump - ressaltou que a Suécia tem embaixada em Pyongyang há quatro décadas e que isso "lhe deu uma posição e uma relação com a Coreia do Norte, na qual sentimos que confiam em nós".
A Suécia tem representação diplomática na Coreia do Norte e exerce as funções consulares dos Estados Unidos, o que fez com que vários veículos de imprensa americanos apontassem hoje o país nórdico como possível palco de uma reunião entre os líderes das duas potências nucleares, Donald Trump e Kim Jong-un.
Segundo o Dagens Nyheter, jornal de maior prestígio da Suécia, o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong-ho, viajará "em breve" a Estocolmo para se reunir com a chanceler sueca, Margot Wallström, embora ainda não haja confirmação oficial.
De acordo com o mesmo jornal, o número dois da chancelaria norte-coreana, Han Song-ryul, esteve na Suécia há algumas semanas em reunião secreta.
Cúpula sobre desnuclearização
A delegação sul-coreana que viajou recentemente a Pyongyang para se encontrar com Kim Jong-un anunciou há dois dias que o líder norte-coreano está disposto a realizar uma cúpula sobre desnuclearização com Trump, em maio.
Embora o presidente americano tenha aceitado a oferta quase imediatamente, a Casa Branca baixou ontem o tom e afirmou que não haverá cúpula a não ser que Washington veja antes "ações concretas" de Pyongyang que provem sua vontade sincera de abandonar as armas nucleares.
Caso o encontro aconteça, seria a primeira reunião entre líderes da Coreia do Norte e dos Estados Unidos após quase 70 anos de um conflito iniciado com a Guerra da Coreia (1950-1953) e de 25 anos de negociações fracassadas e tensões.
Agência Brasil 


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