domingo, 25 de março de 2018

Facebook tira do ar página e perfis associados à onda de fake news contra Marielle

O Facebook tirou do ar neste sábado uma página e dois perfis associados à disseminação de fake news contra a vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada na semana passada. Os perfis Luciano Ayan e Luciano Henrique Ayan foram identificados como falsos e apagados, por contrariarem as normas do Facebook. Já a página Ceticismo Político também foi apagada, por ser administrada por um perfil falso, o de Ayan. Na sexta-feira, reportagem do GLOBO revelou que uma publicação do Ceticismo Político foi a principal responsável por impulsionar a onda de acusações falsas contra Marielle, ao usar a publicação de uma desembargadora que estabeleceu uma falsa relação de Marielle com um traficante e uma facção do crime organizado. A mensagem foi compartilhada mais de 360 mil vezes no Facebook e foi replicada - e depois apagada - pelo Movimento Brasil Livre (MBL), ampliando ainda mais o alcance das falsas acusações.
- Nossos padrões da comunidade não permitem perfis falsos, e contamos com nossa comunidade para denunciar contas assim. Páginas administradas por perfis falsos também violam nossas políticas - informou o Facebook ao GLOBO, em comunicado.
Uma página antiga do Ceticismo Político, que deixou de ser atualizada em fevereiro e tem menos alcance que a página apagada ainda permanece no ar.
Diretor da Bites, empresa de consultoria tecnológica, Manoel Fernandes disse ser improvável que o Ceticismo Político tenha feito uso de robôs para criar a repercussão alcançada. O especialista observou que a publicação foi distribuída por pessoas e grupos com alta influência nas redes, como o próprio MBL e Kim Kataguiri, um de seus líderes.

Segundo uma análise da Bites, o Ceticismo Político tem uma média mensal de 460 mil visitantes únicos por mês, sendo que 93% de seu tráfego de leitores tem origem nas redes sociais. Oitenta por cento dos acessos são feitos pelo Facebook. O domínio do site, registrado por uma empresa da Dinamarca, pertence a Luciano Henrique Ayan, nome sem referências em bancos de dados públicos.
O Globo 


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