quarta-feira, 14 de março de 2018

Doentes e feridos começam a sair de enclave rebelde de Guta Oriental, na Síria

Civis doentes e feridos foram mostrados na televisão estatal da Síria saindo do enclave rebelde sitiado de Guta Oriental nesta terça-feira (13). Insurgentes e a Organização das Nações Unidas (ONU) classificaram como uma retirada médica.
A região de Guta Oriental é alvo de uma violenta ofensiva do governo sírio desde o dia 18 de fevereiro. Mais de 1000 civis já morreram. A ONU e organizações não-governamentais não têm conseguido prestar assistência à população local apesar do cessar-fogo aprovado em 26 de fevereiro.
A ONU pediu a remoção urgente de mil pacientes necessitados de cuidados médicos de emergência e se disse preocupada com toda a população, que já vinha sofrendo com a falta de os remédios e alimentos antes do início da operação do governo.
Imagens mostram mulheres carregando crianças pequenas, homens se equilibrando em bengalas e um idoso em uma cadeira de rodas caminhando em meio a um grupo de soldados sírios perto do posto de cruzamento de Al-Wafideen.
Forças do governo sírio capturaram mais da metade de Guta Oriental, um bolsão de cidades e terras de cultivo densamente povoado onde a ONU diz que vivem 400 mil civis sob estado de sítio desde 2013.
Avanços realizados nos últimos dias isolaram as grandes cidades de Duma e Harasta uma da outra e de áreas vizinhas, dividindo Guta Oriental em enclaves separados.
Yasser Delwan, representante político da facção rebelde Jaish al-Islam, disse que as pessoas que partiram de Duma são as primeiras de várias levas de pacientes que devem ser retirados para serem tratados em outros locais.
Na segunda-feira, o grupo disse ter chegado a um acordo por meio da ONU com a Rússia, a principal aliada de Damasco, para a retirada de feridos.
A ofensiva governamental em Guta Oriental se tornou uma das maiores da guerra que entra em seu oitavo ano, e caminha para se tornar a maior derrota imposta aos insurgentes desde a batalha de Aleppo em 2016.
A Rússia ofereceu passagem livre aos rebeldes e seus familiares contanto que estes entreguem o território, uma tática que Damasco e Moscou vêm usando na Síria desde 2015 à medida que reconquistam mais partes do país.
Até agora as duas facções principais de Guta Oriental vêm prometendo ficar e lutar.
A retirada desta terça-feira foi o primeiro acordo acertado pelos rebeldes com a Rússia e Damasco para permitir a saída de civis desde o início da ofensiva governamental.
A ONU pediu a remoção urgente de mil pacientes necessitados de cuidados médicos de emergência e se disse preocupada com toda a população de Guta Oriental, onde os remédios e alimentos já estavam acabando antes do início da operação do governo, iniciada em meados de fevereiro.
G1 


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