sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Polícia controla nova rebelião em presídio de Goiás onde 9 morreram

Presos da Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto fizeram nova rebelião na noite desta quinta-feira (4), em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. O motim é o segundo na unidade prisional em quatro dias. No último dia 1º, outra ação dos detentos deixou nove mortos e 14 feridos.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que várias equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais, do Choque e do Grupo de Radiopatrulha Aérea foram enviadas para controlar a ação. A área em volta da unidade está isolada por policiais. Conforme agentes da unidade, foram ouvidos diversos disparos na região.

A assessoria de imprensa do governo de Goiás informou ao G1, por telefone, que a tentativa de rebelião dos presos foi controlada pelas forças policiais. Eles teriam tentado explodir uma granada dentro da unidade, mas não conseguiram por causa da intervenção policial. Os disparos foram feitos por policiais para conter a situação, mas algumas equipes começaram a sair do presídio.

Ainda segundo a assessoria, não há mortos, feridos ou reféns.
Primeira rebelião
No primeiro motim, presos invadiram alas rivais por meio de um buraco feito na parede de uma das celas, que ficaram destruídas após a ação. Nove pessoas morreram. Na terça-feira (2), a ministra Cármen Lúcia determinou que o TJ-GO realizasse a inspeção no prazo máximo de 48 horas.
Uma comissão composta por integrantes do TJ-GO, do Ministério Público Estadual (MP-GO), da Defensoria Pública e da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás – Seção Goiás (OAB-GO) realizou a vistoria, na quarta-feira (3). O parecer da visita, divulgado nesta tarde, cita uma série de irregularidades.
Após a rebelião e a inspeção, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), pediu uma reunião, “imediatamente”, com a ministra Cármen Lúcia, para discutir “ações de longo prazo” sobre o sistema prisional no país. Em entrevista à Radio CBN nesta quinta-feira (4), o político chegou a dizer que podem acontecer novos confrontos a qualquer momento.
O juiz Vitor França Dias Oliviera determinou, na quarta-feira, que os presos que fazem trabalho externo à Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto "estão dispensados de pernoitar e assinar o respectivo livro, pelo prazo máximo de dez dias".
Para viabilizar essa liberação, o magistrado determinou que a Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap) monitore os detentos por meio de tornozeleiras eletrônicas nesse período. O órgão informou que está "que está trabalhando para atender o Poder Judiciário com a maior brevidade possível".
G1


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