sábado, 13 de janeiro de 2018

Igrejas católicas em Santiago sofrem ataques com bombas antes de visita do papa

Três igrejas em Santiago foram atacadas durante a madrugada desta sexta-feira (12). Bombas caseiras causaram pequenos danos nas igrejas, e os responsáveis pelos ataques também deixaram bilhetes ameaçando o papa Francisco, apenas três dias antes da visita do pontífice ao Chile na próxima semana, informou a polícia.
Os vândalos, cujas identidades ainda são desconhecidas, atearam fogo a pelo menos uma das igrejas na capital chilena e jogaram panfletos na rua antes de fugirem. De acordo com a agência EFE, uma quarta tentativa de ataque foi frustrada pela polícia.
Um dos panfletos diz: "Papa Francisco, a próxima bomba será dentro da sua batina", informaram autoridades.
"As pessoas têm o direito de protestar, mas é uma coisa totalmente diferente usar violência", disse o ministro do Interior do Chile, Mahmud Aleuy, a repórteres, na manhã desta sexta, após verificar os danos causados nas igrejas.
Policiais examinam cena de ataque no Chile. Pelo menos três igrejas em Santiago foram danificadas a poucos dias da visita do papa ao país (Foto: Pablo Vera/AFP)Policiais examinam cena de ataque no Chile. Pelo menos três igrejas em Santiago foram danificadas a poucos dias da visita do papa ao país (Foto: Pablo Vera/AFP)Policiais examinam cena de ataque no Chile. Pelo menos três igrejas em Santiago foram danificadas a poucos dias da visita do papa ao país (Foto: Pablo Vera/AFP)
Aleuy foi aos locais atacados e disse que abrirá processos contra todos os responsáveis. Ele informou que as ações são parecidas, mas não necessariamente estão relacionadas. Segundo o político, depois dos atos de hoje, será preciso reforçar a segurança no trajeto que o pontífice fará e nas regiões a serem visitadas.
Francisco, que nasceu na Argentina e é o primeiro papa latino-americano, chega ao Chile na segunda-feira (15). Uma missa marcada para terça-feira (16) em um parque de Santiago deve atrair mais de 500 mil pessoas. Também estão na agenda do papa visitas às cidades de Temuco e Iquique.
São esperados protestos sobre questões que vão de direitos indígenas ao contínuo escândalo de abuso sexual na Igreja.
G1

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