sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Cagepa acusa Prefeitura de JP de cobrir indevidamente poços de visita na Lagoa

A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) recuperou os poços de visita (PVs) localizados no Parque Solon de Lucena, no Centro da Capital, na noite desta quarta-feira (3). Uma obra de pavimento asfáltico feita pela Prefeitura Municipal de João Pessoa no local acabou concretando indevidamente os PVs e, como consequência, causando transbordamento de esgotos e transtornos à população no trecho que compreende o Lagoa Shopping e o INSS.
O poço de visita é o termo que designa a instalação por onde se pode ter acesso às redes de serviços subterrâneos de esgoto. O subgerente de Manutenção de Esgotos da Cagepa, Adalberto Aragão, explica que, com o PV inacessível, a equipe não tem como realizar a limpeza e desobstrução da rede, que é interligada. “Vimos que era uma situação de urgência, porque o esgoto estava jorrando em um dos cartões postais da nossa cidade, que é a Lagoa. Então, tivemos que intervir rapidamente e retirar o concreto que estava tampando os nossos PVs, para poder limpar a rede”, disse.
Ainda de acordo com o subgerente da Cagepa, o maior e mais recorrente problema é a quantidade de lixo encontrada nas redes de esgoto. Entulho de material de construção, pneus, colchões, garrafas plásticas e carcaças de material eletrônico são encontrados dentro das tubulações da Grande João Pessoa.
“Semana passada, o lixo era tanto em uma das nossas estações elevatórias, que chegou a quebrar alguns motores. Os equipamentos de sucção não são dimensionados para tratar lixo e sim esgotos. Para se ter ideia, nós recolhemos mensalmente cerca de 9 toneladas de lixo das redes de esgoto da Grande João Pessoa”, pontuou Aragão.
 Ele destacou que, para denunciar casos de furto de tampas de PVs ou depósito indevido de lixo nas redes de esgoto, a população deve ligar para o Serviço de Atendimento ao Consumidor da Cagepa pelo número 115. “A ligação é gratuita, o serviço funciona 24 horas por dia e atende chamadas feitas também por telefone celular”, ressaltou.
Secom-PB


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