quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Temer contradiz líder do governo e afirma que não definiu data para votação da Previdência

Após o líder do governo do Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), anunciar nesta quarta-feira (13) que a votação da reforma da Previdência ficará para fevereiro de 2018, o Palácio do Planalto divulgou uma nota na qual informou que o presidente Michel Temer ainda definirá com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), a data da votação.

O anúncio de Jucá foi às 17h05 desta quarta. A nota do Planalto foi divulgada às 18h52.

Segundo a colunista do G1 Andréia Sadi, o anúncio de Romero Jucá sobre a votação da reforma da Previdência irritou a cúpula do Planalto.

De acordo com o colunista do G1 e da GloboNews Gerson Camarotti, o Planalto avalia que Jucá "atropelou" o governo porque a estratégia era guardar o anúncio para esta quinta (14), evitando o esvaziamento do debate.
O anúncio de Jucá
Por meio da assessoria, Jucá informou que a votação ficou para fevereiro.

Minutos depois, o senador chamou a imprensa para uma entrevista coletiva na qual disse que a decisão de deixar a votação para 2018 foi tomada após acordo entre Eunício e Maia, acrescentando que o Palácio do Planalto havia participado do entendimento.
Maia nega acordo
Questionado sobre o assunto após o anúncio de Jucá, Rodrigo Maia disse que não havia feito acordo e afirmou que conversará com Temer até esta quinta.

"Não fiz acordo com ninguém. Fiquei de conversar com presidente Michel entre hoje [quarta] e amanhã [quinta] para a gente avaliar se tem condição de votar amanhã ou não. Eu sempre disse que não é fácil", disse.

Maia acrescentou, ainda, ter conversado com Eunício que a decisão sobre adiar ou não seja tomada em conjunto com Temer. "Como o presidente viajou, estou esperando o presidente voltar para que eu possa entender se o governo tem o número de votos necessários para votar a previdência já na próxima semana."
G1 



← ANTERIOR PROXIMA → INICIO

0 Comments:

Postar um comentário

Editorial