domingo, 17 de dezembro de 2017

Onde Nascem Os Fortes’ finaliza 1ª etapa na Paraíba

 Após o período de 2 meses de gravações contínuas, a equipe da supersérie “Onde Nascem Os Fortes” (Rede Globo), filma as últimas cenas da primeira etapa do projeto e despede-se temporariamente nesse sábado (16), de Cabaceiras, no Cariri Paraibano.
Agora, a equipe vai gravar um novo momento da trama na capital pernambucana, Recife, e depois seguirá para os estúdios do Projac, no Rio de Janeiro.
 
Com cenas no Lajedo Manoel de Sousa, ponto turístico cabaceirense, técnicos e atores finalizam um longo trabalho no Cariri.
 
“Sou suspeito de falar, mas os resultados estão emocionando muito. Não é de mentira, é a mais pura verdade, é o pessoal falando de verdade, vivendo como eles falam e eu acho que eles estão curtindo também estarem ali”, frisou Lamartine Ferreira, assistente de direção.
 
O retorno da equipe da superserie ao Cariri Paraibano será dia 21 de fevereiro e promete ainda mais movimento, já que terão duas frentes de gravação. O diretor geral, José Luiz Villamarim, expressou satisfação em estar realizando esse trabalho no Cariri.
 
“Felizmente eu escolhi essa região para filmar, a qual tem características super especiais, eu diria até que Cabaceiras é um personagem de ‘Onde Nascem os Fortes’”.
 
De acordo com a diretora do Turismo de Cabaceiras, Mariana Castro, todo o esforço valeu a pena. “Dias de muito sol, poeira e cansaço, mas também de muito aprendizado, de ambos os lados. O importante mesmo é ver os profissionais amando o trabalho que está surgindo e enchendo de orgulho a todos nós”.
 

Supersérie ‘Onde Nascem Os Fortes’ traz Fabio Assunção de volta ao drama
 
Pelas estradas de terra que ligam as cidades da região chamada de Cariri Paraibano, no interior do Estado, circulam democraticamente carros, cavalos, motos. A trilha sonora regional é cortejada, o que não impede que os sucessos radiofônicos sejam ouvidos por todo canto. É esse o Nordeste contemporâneo que o autor George Moura não só desejava como cenário, mas também que se tornasse elemento fundamental de sua supersérie Onde Nascem Os Fortes, que tem previsão de estrear na Globo em abril. O sertão é um personagem mesmo, assinala o diretor artístico José Luiz Villamarim. “Tudo está nesse lugar: os silêncios, o tempo, o calor, a poeira, a solidão”, diz. “Para contar essa história, a gente tinha de vir para cá, tinha que ficar aqui. Esse projeto parte desse pressuposto”, completa ele, que está há três meses imerso com sua equipe no local.
 
E, para Villamarim, conhecer o Lajedo de Pai Mateus, uma impressionante elevação rochosa situada em Cabaceiras – que destoa de todo aquele cenário de terra e plantas secas do entorno -, foi decisivo para ele entender o personagem Samir (Irandhir Santos), uma espécie de líder religioso da cidade fictícia Sertão que carrega a essência do sincretismo. A equipe da supersérie fez um trabalho primoroso de intervenção no Lajedo: integrado a grandes pedras, o reduto de Samir foi construído com galhos de PVC, que reproduzem fielmente um tipo de ramo da região.
 
Em Onde Nascem Os Fortes, George, Villamarim e o diretor Walter Carvalho voltam a trabalhar juntos. Essa parceria já rendeu importantes trabalhos, em O Canto da Sereia, Amores Roubados e O Rebu, e, pelas cenas gravadas às quais a reportagem assistiu, a supersérie promete ser outra produção de tirar o fôlego com a assinatura do trio. “Eu queria contar uma história que fosse uma história de paixões. A paixão cria o amor, mas cria também, às vezes, o ódio, e diante do ódio, só tem uma saída, que é o perdão. Então, temos histórias de paixões, que criam o amor, que criam ódio, e nos empurram para o perdão”, conceitua George, que escreve a supersérie com Sergio Goldenberg.
 
 
Na trama, os irmãos gêmeos Maria (Alice Wegmann) e Nonato (Marco Pigossi) viajam para Sertão, onde a mãe deles, a engenheira química Cássia (Patricia Pillar), nasceu e saiu de lá para estudar no Recife. Contra a vontade dela, os dois partem para a cidade à procura de novas trilhas de bicicleta. E, ao chegarem lá, suas vidas vão ser abaladas para sempre. Maria se apaixona por Hermano (Gabriel Leone), filho de Rosinete (Debora Bloch) e Pedro Gouveia (Alexandre Nero), dono da maior fábrica de bentonita da região – e uma atualização da velha figura do coronel. Já Nonato, após flertar com a amante de Pedro, Joana (Maeve Jinkings), some misteriosamente.
 
É a partir desse ponto que se inicia a trajetória de todos os personagens, que, de uma maneira ou outra, vão ser afetados por esse mistério – e vão ser revelados em suas camadas mais profundas. Cássia se vê obrigada a voltar a Sertão para ajudar a filha na busca por Nonato. Por causa das circunstâncias que antecederam o sumiço do rapaz, Pedro acaba se tornando o suspeito número 1 aos olhos de Maria. Mas ela mexe com a pessoa errada.
 
Pedro também é o homem que ajuda Cássia quando ela chega à cidade, e, mais adiante, insinua-se um triângulo amoroso entre ela, Pedro e o juiz Ramiro (Fabio Assunção), o homem que se mostra prestativo na busca de Cássia pelo filho desaparecido, mas tem interesses escusos nessa história. “Ele é o poder da cidade, é o cara da lei: não as leis maiores, mas o poder de arquivar um processo, manipular uma prova”, descreve Fabio Assunção (leia entrevista com ele abaixo). A supersérie marca a volta do ator ao drama, após cerca de cinco anos emendando comédias românticas. Quase irreconhecível com barba e cabelo grisalhos, Fabio, em cena, aparecerá sempre em figurinos de linho, numa inspiração visual à Ariano Suassuna. Ao que tudo indica, deve ser um dos grandes papéis da carreira do ator.
 
No dia 9, Fabio, assim como Patricia, voltou à Paraíba para mais gravações. Na cidade de Soledade, os dois fizeram algumas cenas juntos. Em uma delas, Cássia, acompanhada pelo juiz, entra num bar, onde fica revoltada ao encontrar um cartaz que oferece recompensa para quem localizar sua filha, Maria – e não daremos aqui mais nenhum detalhe sobre o motivo de ela estar foragida. Em outra cena, os dois estão dentro do carro, e, do lado de fora, uma nuvem de poeira os envolve. A poeira, aliás, acaba criando a estética da supersérie. A poeira das estradas de terra, a poeira que flutua na fábrica de bentonita – e que encobrem o povo de Sertão e seus segredos.postado por fernando coutinho - naçãoruralista.com.br


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