quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Juiz libera irmão e marido de secretária suspeitos de atentado

Negativa das prisões preventivas foi tomada porque o juiz não percebeu elementos suficientes nos pedidos da Polícia Civil
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O juiz José Normando Fernandes, da 1ª Vara da Comarca de Sousa, município do Sertão paraibano, a 445 quilômetros de João Pessoa, negou, nesta quinta-feira (7), seis pedidos de prisão preventiva e liberou da prisão seis homens investigados pela Polícia Civil por suspeita de envolvimento na tentativa de assassinato de um servidor municipal da Saúde de Sousa. Entre os suspeitos soltos estão o marido e o irmão da secretária de Saúde de Sousa, Amanda Silveira.
Ao Portal Correio, o juiz afirmou que a negativa das prisões preventivas foi tomada porque ele não percebeu presença de elementos suficientes nos pedidos formulados pela Polícia Civil  para que os investigados continuassem presos.
Com a decisão, o marido e o irmão da secretária de Saúde de Sousa, além de outros quatro suspeitos, foram liberados da prisão.
“Eu havia concedido prisão provisória contra os suspeitos, depois renovei a prisão provisória e, dessa vez, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva, que não possui limite de tempo. Porém, dentro do pedido, não enxerguei, nessa fase do processo, elementos para poder decretar a preventiva”, informou o juiz.
Dos sete suspeitos que haviam sido presos na operação, seis foram liberados e um permaneceu preso por conta de um mandado de prisão da Justiça pernambucana.
O crime
Os suspeitos foram presos no dia 29 de novembro através da ‘Operação Mordaça’, executada pelas polícias Civil e Militar, que resultou na prisão de um grupo suspeito de atentado contra um servidor da Saúde de Sousa.
Na investigação, a polícia afirmou que a vítima, que atua no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foi espancada em setembro deste ano, 15 dias após denunciar irregularidades relacionadas ao funcionamento do serviço. O servidor ainda disse que os executores do crime tentaram disparar tiros contra ele, mas a arma teria falhado.


“Após a denúncia, ele passou a ser perseguido por alguns ciganos. Nessa operação, chegamos aos autores intelectuais, que a gente acredita, segundo os indícios, terem sido o marido e o irmão da secretária, e aos executores, que foram os ciganos. Dentro dos autos do processo, temos indícios de ligação entre o marido da secretária e os ciganos, como um pagamento feito a um deles um dia antes do crime. Ele foi visto entregando dinheiro no rancho dos ciganos. Já o irmão da secretária estaria ameaçando a vítima”, informou o delegado Sylvio Rabello.POSTADO POR FERNANBDO COUTINHO - NAÇÃORURALISTA.COM.BR

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