Isso quase ocorreu em 1999, quando ele defendia a Roma-ITA, e recebeu ofertas das duas equipes.
"Eu tinha que optar e estava bem na Itália, mas eu tinha recordações do Bayern de Munique como um time vencedor. E havia um planejamento do clube para a conquista de títulos. Era isso que me faltava naquele momento", disse, ao ESPN.com.br.
Ele chegou logo após o Bayern de Munique sofrer um trauma na final da Uefa Champions League para o Manchester United. A equipe alemã vencia por 1 a 0 até o final do segundo tempo, mas levou dois gols (aos 46 e aos 48 minutos) e perdeu de virada por 2 a 1.
Já presente na equipe bávara, ele foi protagonista da vingança alemã nas quartas de final da Liga dos Campeões duas temporadas depois.
"Por incrível que pareça nós pegamos novamente o United e foi considerado o jogo da revanche. No último minuto eu fiz o gol no Old Trafford e vencemos por 1 a 0. Foi um jogo muito esperado pelos torcedores do Bayern e tinha uma grande rivalidade dentro de campo".
"Depois daquilo muita coisa melhorou para mim. Eu fui considerado o jogador que fazia os gols mais importantes da Champions para o clube", relatou.
No duelo de volta realizado na Alemanha, os bávaros conquistaram outra vitória (2 a 1) e avançaram depois para a final após eliminarem o Real Madrid na semifinal. Na decisão, o adversário foi o Valencia.
Após empate por 1 a 1, a decisão foi para as penalidades. Paulo Sérgio entrou durante a prorrogação e foi o primeiro batedor do Bayern, mas errou sua cobrança.
"Eu era o cobrador oficial de pênaltis e estava muito confiante, mas errei. Depois, tive que ficar orando para que o [goleiro] Oliver Kahn pegasse os pênaltis (risos). Assim que acabou o jogo eu fui lá, o abracei e só o agradeci (risos)".
Após 14 penalidades batidas pelas equipes, o Bayern de Munique derrotou o Valencia por 5 a 4, quebrando um jejum de 25 anos sem o título europeu.
"Nosso time ainda era bem parecido com o mesmo que perdeu em 1999. Ali foi algo que tirou o peso das costas dessa galera. Deixar perder em três minutos era algo que eles não entendiam. Ainda mais o alemão, que é muito disciplinado e que guarda muito posição tática. Ali foi um descuido e houve uma grande tristeza para os alemães", analisou.
"Depois que conquistamos foi só festa. Chegamos em Munique e andando na cidade toda porque todos estavam nos esperando", recordou.
Durante as três temporadas que jogou no Bayern, o atacante faturou duas vezes a Bundesliga, além da Uefa Champions League e do Mundial de Clubes, em 2001.
"Todos os títulos que um atleta pode almejar eu conquistei", contou.
De jogador a embaixador da Budesliga
Revelado nas categorias de base do Corinthians, Paulo Sérgio foi emprestado ao Novorizontino antes de se destacar no Parque São Jorge e ser vendido ao Bayer Leverkusen-ALE, em 1993.
Faturou a Copa do Mundo de 1994 pela seleção brasileira e se trasferiu para a Roma três anos anos depois. Em 1999, o atacante foi para o Bayern de Munique, no qual permaneceu até 2002.
Após passar por Al Wahda e Bahia, ele pendurou as chuteiras em 2003. Atualmente, o ex-jogador de 48 anos é um dos embaixadores do Campeonato Alemão no Brasil.
“Iniciamos o projeto neste ano, com atletas que deixaram uma marca na Bundesliga. É um trabalho de divulgação do campeonato em vários países. Muita gente não sabe, por exemplo, que a Bundesliga, em termos de média de público, só perde para a NFL e a Champions League. São dez clubes entre os 30 do mundo com o maior número de torcedores por jogo”, afirmou .