segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Primeira parcela do 13º deve ser paga até dia 30

Os trabalhadores com carteira assinada devem receber a primeira parcela do 13º salário até o final deste mês e, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a maioria pretende utilizar o benefício para quitar dívidas.
Especialistas apontam que essa é uma das saídas mais aconselháveis, mas lembram que as pessoas devem se preparar para outras despesas e evitar um novo endividamento (veja dicas mais abaixo).
Segundo o Ministério do Trabalho, mais de 83 milhões de brasileiros devem receber o 13º salário neste ano, o que irá injetar mais de R$ 200 bilhões na economia. Os dados incluem os empregados com carteira assinada e os aposentados e pensionistas, que também têm direito ao benefício.
Cada trabalhador assalariado deverá receber, em média, R$ 2.758,70 até dezembro, enquanto o valor médio a ser pago a aposentados e pensionistas é de R$ 1.923,14.

Planos para o benefício

Pesquisa da Anefac aponta que a grande maioria das pessoas que irão receber o 13º diz que pretende usar o recurso para pagar dívidas que já possuem. Outros afirmam que vão usar o dinheiro para despesas de início de ano, compras ou investimentos.
Qual o destino do 13º?
Intenções entre as pessoas que devem receber o benefício
Pagar dívidas: 85Comprar presentes: 5IPVA, IPTU, material escolar: 4Reformar a casa: 1Já receberam ou fizeram empréstimos de antecipação: 3Poupar: 2
Pagar dívidas
em % 85
Fonte: Anefac
O levantamento mostra ainda que, entre as pessoas que vão usar o dinheiro para pagar dívidas, em mais de 90% dos casos a pendência é de cartão de crédito ou de cheque especial.
Qual dívida pretende pagar com o 13º?
Respostas das pessoas que disseram que pretendem usar o benefício para quitar pendências
Cheque especial: 43Cartão de crédito: 51Limpar o nome (dívidas no SPC/Serasa): 1Prestação de lojas atrasadas: 1Financiamento bancário atrasado: 3Outros atrasos: 1
Fonte: Anefac

Como aproveitar bem o 13º

Veja, abaixo, 9 dicas para usar o 13º da melhor maneira possível. As recomendações são da Anefac, de Bernardo Pascowich, fundador do buscador de investimentos Yubb, e de Paulo Azevedo, professor de estratégia financeira do Ibmec SP.
1. Priorize o pagamento de dívidas atrasadas
Para os consumidores que estão com o nome na lista de devedores, a primeira recomendação é quitar a pendência e começar o ano seguinte livre da inadimplência. “Para essas pessoas, o benefício é mais um alívio que uma oportunidade de investimento, por exemplo”, avalia Pascowich.
Até setembro, cerca de 60 milhões de pessoas estavam com o nome na lista devedores. Nos primeiros dias do feirão "Limpa Nome" da Serasa Experian, por exemplo, muitos consumidores buscaram informações para renegociar dívidas.
2. Ao quitar dívidas, dê preferência àquelas com juros mais altos
A recomendação vale especialmente para quem está no vermelho por causa do cartão de crédito ou do cheque especial. Segundo a Anefac, os juros médios do cartão de crédito rotativo estão em 328% ao ano e, os do cheque especial, em 303%.
Os juros médios do cartão de crédito rotativo estão em 328% ao ano, segundo a Anefac (Foto: Reprodução/ EPTV)Os juros médios do cartão de crédito rotativo estão em 328% ao ano, segundo a Anefac (Foto: Reprodução/ EPTV)Os juros médios do cartão de crédito rotativo estão em 328% ao ano, segundo a Anefac (Foto: Reprodução/ EPTV)
3. Ao usar o 13º para sair do vermelho, cuidado para não se endividar novamente
Com as dívidas pagas, o consumidor deve ficar atento para não se complicar novamente. “Eu recomendaria diminuir o nível de endividamento”, diz Azevedo, apontando a importância de manter o nome limpo.
“O que não pode acontecer é a pessoa que já está endividada receber o 13º com um pensamento de consumir mais. É o pior dos mundos”, complementa Pascowich.
Ele diz, ainda, que um dos principais pontos de atenção deve ser o acúmulo de parcelamentos.
4. Não perca de vista as despesas de início de ano
A pesquisa da Anefac mostra que quem pretende reservar o 13º para despesas como IPTU, IPVA, matrícula e material escolar, por exemplo, são minoria, o que, para especialistas, é um sinal de alerta. Isso porque, apesar de esporádicos, esses gastos não são uma surpresa para os consumidores.
“Você sabe que vai ter a receita excepcional no final do ano e os gastos excepcionais no começo do outro”, diz Azevedo. Para quem não sabe quanto exatamente deve reservar para essas despesas, o especialista recomenda verificar quanto foi gasto no ano passado e acrescentar um pouco a mais.
Material escolar é um dos gastos de início de ano para muita gente (Foto: Reprodução/TV TEM)Material escolar é um dos gastos de início de ano para muita gente (Foto: Reprodução/TV TEM)Material escolar é um dos gastos de início de ano para muita gente (Foto: Reprodução/TV TEM)
5. Antecipe parcelas de financiamentos para fugir dos juros
Para quem não tiver pagamentos em atraso, uma boa estratégia para aproveitar bem o 13º é adiantar o pagamento de parcelas de financiamentos em curso. Pagando adiantado, é possível se livrar de juros que seriam cobrados mais à frente.
“O consumidor também pode negociar algum desconto se fizer a quitação à vista”, acrescenta Azevedo.
6. Reserve uma parte do dinheiro para investimentos
Pascowich recomenda que o consumidor poupe uma parte do 13º, mesmo que pequena. “Qualquer pessoa consegue fazer um investimento hoje. No Tesouro Direto, o valor mínimo para começar a investir é de R$ 30. Em alguns bancos seguros, com garantia, você consegue investir a partir de R$ 1.”
Azevedo aponta que é preciso organizar as finanças para o longo prazo, como forma de evitar o chamado “tombo inevitável”. “O profissional que evolui na carreira vai ganhando cada vez mais. Se ele não se planeja, quando se aposenta, sua renda pode cair para menos da metade do que ganhava.”
Especialistas recomendam que o consumidor crie o hábito de poupar, ainda que comece com pouco (Foto: Marcelo Brandt/G1)Especialistas recomendam que o consumidor crie o hábito de poupar, ainda que comece com pouco (Foto: Marcelo Brandt/G1)Especialistas recomendam que o consumidor crie o hábito de poupar, ainda que comece com pouco (Foto: Marcelo Brandt/G1)
7. Se você não conseguiu guardar dinheiro no ano, aproveite para “compensar”
Deixar para poupar apenas o dinheiro que sobra no fim do mês não é a recomendação dos especialistas, que ensinam que o ideal é separar uma parcela fixa dos ganhos para ser guardada mensalmente, como se fosse uma despesa fixa. Para muitas pessoas, porém, não é isso que acontece.
"Se durante o ano é difícil sobrar um dinheirinho, o 13º pode ser uma oportunidade para, de alguma forma, compensar o que não foi possível investir ao longo do ano”, diz Pascowich.
8. Não use todo o dinheiro para consumo
“O 13º é visto como uma renda extra para consumir, e as pessoas ficam entusiasmadas”, diz Pascowich, que recomenda cautela. Se o consumidor quer aproveitar o dinheiro para comprar um presente de Natal, por exemplo, a recomendação é não usar todo o benefício para esse fim.
“Gaste uma pequena parte com isso e seja criativo. Presentes interessantes não são necessariamente os mais caros”, aconselha Azevedo.
Decoração de natal no Buriti Shopping, em Aparecida de Goiânia, Goiás; comércio estimula consumo nesta época do ano com promoções (Foto: Thalles Pereira/G1)Decoração de natal no Buriti Shopping, em Aparecida de Goiânia, Goiás; comércio estimula consumo nesta época do ano com promoções (Foto: Thalles Pereira/G1)Decoração de natal no Buriti Shopping, em Aparecida de Goiânia, Goiás; comércio estimula consumo nesta época do ano com promoções (Foto: Thalles Pereira/G1)
9. Ao usar parte do benefício para comprar presentes, faça um planejamento
Azevedo alerta que os consumidores devem estar atentos às promoções de Natal, que nem sempre são vantajosas.
“Assim como as pessoas estão esperando pelo 13º, o comércio também está. O comércio sabe que os consumidores têm esse dinheiro e cria condições para que eles gastem", diz Azevedo.
Uma dica é não deixar para comprar os presentes muito perto da semana do Natal, pois os produtos tendem a ficar mais caros. Se não conseguir se antecipar, o consumidor pode adiar as compras para janeiro, quando há “queima de estoques” nas lojas, como lembra a Anefac.
G1 

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