terça-feira, 21 de novembro de 2017

Podemos anuncia desfiliação de deputado cotado para Ministério das Cidades

O deputado Alexandre Baldy (GO), cotado para assumir o Ministério das Cidades em substituição ao deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), que deixou a pasta na semana passada, deverá deixar o Podemos e se filiar provavelmente ao PP. Nesta segunda-feira (20), por meio de nota, a presidente do Podemos, deputada Renata Abreu (SP), anunciou que está desligando o deputado Baldy dos quadros do partido. Ainda não há pronunciamento do Palácio do Planalto confirmando a ida do deputado para o ministério do governo Temer.


Em nota, a presidente Renata Abreu anunciou a desfiliação de Baldy e falou da posição de independência do partido em relação ao governo. “O Podemos anuncia a saída, do partido, do deputado Alexandre Baldy, que assumirá pasta no governo do presidente Michel Temer. O ingresso no ministério é incompatível com a posição de independência do Podemos em relação ao governo federal e com o projeto político que propõe uma alternativa para o país, com a pré-candidatura de Alvaro Dias à Presidência. Por isso, o partido já trata de sua imediata desfiliação, desejando boa sorte ao parlamentar”.


De acordo com a assessoria, o deputado Alexandre Baldy estava propenso a oficializar sua desfiliação do Podemos já nesta segunda-feira. Desde a votação da primeira denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados, no início de agosto, quando votou a favor de Temer, Baldy vinha se preparando para deixar o partido. Por ocasião da votação da denúncia, o parlamentar goiano foi afastado da liderança do partido na Câmara pela presidente Renata Abreu.


O afastamento da liderança se deu por ele ter votado a favor do parecer da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, que recomendava contrariamente à admissibilidade da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer. Na ocasião, dos 14 deputados do Podemos, nove contrariaram a Executiva Nacional e votaram a favor do parecer da CCJ e cinco votaram contra. O parecer foi aprovado por 263 votos contra 227.
Agência Brasil 

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