sábado, 25 de novembro de 2017

PGR pede condenação de Gleisi e pagamento de R$ 4 milhões

A Procuradoria Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), do marido dela, o ex-ministro Paulo Bernardo, e do empresário Ernesto Rodrigues.
Os três são réus no STF pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O Ministério Público afirma que eles se envolveram em um esquema que teria desviado R$ 1 milhão da Petrobras. Todos negam as acusações.
O parecer da PGR, assinado pela procuradora-geral, Raquel Dodge, foi enviado ao ministro Edson Fachin nesta quinta-feira (23), mas a informação foi divulgada pela PGR nesta sexta (24).
O G1 buscava contato com a defesa de Gleisi, de Paulo Bernardo e de Ernesto Rodrigues até a última atualização desta reportagem.
A PGR também pediu:
Perda de função pública para quem for condenado e estiver ocupando cargo público, como hoje é o caso de Gleisi Hoffmann;
Pagamento (pelos três) de R$ 4 milhões, a título de danos materiais e morais, por lesão à administração pública.
Entenda o caso
Gleisi, Paulo Bernardo e Ernesto Rodrigues se tornaram réus em setembro de 2016 pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O Ministério Público afirma que os três se envolveram em um esquema que teria desviado R$ 1 milhão da Petrobras. O dinheiro, afirma a PGR, teria sido direcionado para campanha eleitoral de Gleisi, em quatro parcelas de R$ 250 mil.
O repasse, ainda segundo a denúncia, teria sido realizado por meio de empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef contratadas pela Petrobras.
Também conforme a PGR, os recursos foram liberados pelo ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, cujo objetivo seria obter apoio político de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo para se manter no cargo.
Versões
Presidente do PT, Gleisi Hoffmann prestou depoimento ao STF em agosto e negou as acusações da PGR, afirmando que não há provas. Gleisi também se disse "vítima de perseguição política".

Quando Paulo Bernardo virou réu, a advogada dele, Verônica Sterman, também rebateu as acusações, alegando que não foi provada a interferência do ex-ministro para manter Paulo Roberto Costa no cargo de diretor na Petrobras.
Também à época, o advogado de Ernesto Rodrigues, José Carlos Garcia, negou participação do empresário nos crimes. "Não há descrição de participação do fato do autor. Não traz uma linha no sentido de dizer que interferiu no recebimento de propinas na Petrobras", afirmou Garcia.
G1 

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