terça-feira, 28 de novembro de 2017

Menino de 5 anos morre após ser liberado de unidades de saúde sem exames

Um simples raio-x poderia evitar a morte do meu filho". A frase é dita pelo pai do menino Diogo Vinicio Alves Pinto, que ainda tenta superar a dor de perder o único filho, de apenas 5 anos. Segundo a família da criança, duas unidades de saúde de Nova Iguaçu a liberaram por três vezes, sem o exame, dias antes dela morrer de pneumonia.
A luta para tentar salvar a vida da criança começou no dia 15 de outubro, na UPA de Cabuçu em Nova Iguaçu, após o menino ter dado entrada no local com forte febre e crise de convulsão.
Com a alegação de que a máquina de raio-x estava quebrada e que o pulmão da criança estava limpo, Diogo foi apenas medicado e, em seguida, liberado. No dia 26, o menino voltou a ter febre alta, convulsões e foi para o Hospital Geral de Nova Iguaçu (Posse), onde a família recebeu a informação de que o menino estava sem nenhum quadro grave. Mais uma vez, ele foi liberado sem fazer raio-x.
Um dia depois, vendo que o filho tinha piorado muito, a mãe da criança, Deiviane Alves, e o pai, Diogo de Oliveira, voltaram para a UPA de Cabuçu, onde, novamente, ouviram que o pulmão dele estava "totalmente limpo".
No dia 2 de novembro, a criança morreu no Hospital Carlos Chagas, em decorrência de choque séptico, convulsão e pneumonia. A família acusa a UPA de Cabuçu e o Hospital da Posse de negligência.
Apenas no Hospital 21 de Julho, em Queimados, no dia 31 de outubro, que Diogo fez o raio-x, mas seu quadro já era muito grave e o local não tinha condições para tratar o menino.
Os pais do menino alegam que o Hospital da Posse disse que não tinha vaga para receber a criança de volta e, somente após uma ordem judicial, o menino foi transferido para o Hospital Carlos Chagas, onde morreu.

Pedido de ajuda nas redes sociais

Diante de tanto descaso, Deiviane chegou a fazer um vídeo ao vivo no Facebook, desesperada, pedindo ajuda para que conseguissem uma ambulância para a transferência da criança. A mãe também fez imagens que mostram um médico na UPA de Cabuçu dizendo que o pulmão do filho estava "totalmente limpo".
G1 esteve na UPA de Cabuçu e comprovou que a máquina de raio-x está quebrada. Um funcionário da unidade explicou que a máquina está há cinco meses sem funcionar.
"O médico que recebeu meu filho no Carlos Chagas disse que se ele demorrase mais 5 minutos, morreria dentro da ambulância. Levei meu filho numa ambulância que não tinha balão de oxigênio, não tinha espaço e sem recurso algum. Meu filho ficou convulsionando 11 horas direto, em estado gravíssimo", acrescenta Diogo Oliveira.
G1 

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