sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Mais de 200 mil crimes sexuais foram cometidos na Europa em 2015

Cerca de 215 mil crimes sexuais violentos foram registrados pela polícia na União Europeia (UE) em 2015. Um terço deles, quase 80 mil, foram estupros e a maioria das vítimas é do sexto feminino. Os dados foram divulgados hoje(23) pelo Instituto de Estatísticas Europeu, o Eurostat. No próximo sábado – dia 25 de novembro – é Dia Internacional da Eliminação da Violência contra as Mulheres.
De acordo com a pesquisa, mais de 9 em cada 10 vítimas de estupro eram meninas e mulheres, enquanto quase todos os presos por estes crimes eram do sexo masculino (99%).
Em termos absolutos, a polícia da Inglaterra e do País de Gales registrou o maior número de infrações sexuais violentas (64.500, das quais 35.800, ou 55%, eram estupros).
Em seguida, aparece a Alemanha, com 34.300 crimes registrados, dos quais 7 mil eram estupros (20%). A França contabilizou 32.900 crimes sexuais, dos quais 13 mil eram estupros (40%). Em Portugal foram registrados 2.579 crimes sexuais, sendo 375 estupros.
Em relação à população de cada Estado-Membro, a Suécia registrou o número mais elevado de crimes sexuais violentos: 178 a cada 100 mil habitantes. Na sequência, aparecem a Escócia, com 163; a Irlanda do Norte, 156; a Inglaterra e País de Gales, com 113; e a Bélgica, com 91. Portugal registrou 24 crimes a cada 100 mil habitantes.
No entanto, o documento do Eurostat reforça que deve-se levar em conta que os dados não refletem necessariamente o número real de crimes sexuais violentos. Eles mostram apenas os crimes relatados e registrados pela polícia. Portanto, a variação entre os países também é influenciada pela conscientização geral e atitudes em relação a crimes de violência sexual.
Brasil
Uma pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pelo Fórum de Segurança Pública, revelou que no Brasil, em 2016, 503 mulheres sofreram algum tipo de agressão física a cada hora. As agressões verbais e morais, como xingamentos e humilhações, atingiram 22% da população feminina.
Ao longo do ano passado, 29% das mulheres passaram por algum tipo de violência, física ou moral. Entre as pretas (expressão usada pelo IBGE), o índice sobe para 32,5% e chega a 45% entre as jovens (de 16 a 24 anos).
Foram vítimas de ameaças com armas de fogo ou com facas 4% - 1,9 milhão de mulheres. Espancamentos e estrangulamentos vitimaram 3%, o que representa 1,4 milhão de mulheres, enquanto 257 mil, 1% do total, chegaram a ser baleadas.
Sobre as reações após a violência, 52% disseram não ter feito nada após a agressão, 13% procuraram ajuda da família, 12% buscaram apoio de amigos e 11% foram a uma delegacia da mulher. Entre as mais jovens (16 a 24 anos), o índice das que não fizeram nada após a agressão é de 59%.
Agência Brasil 

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