segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Lá vou eu Em Nova York você se depara com personalidades mundiais, sendo comum as sirenes de batedores no trajeto das autoridades

Há exatamente um ano, anunciei neste espaço que faria uma pausa para reviver a experiência e o encantamento que novos aprendizados proporcionam.

Revelei que pretendia ativar meus neurônios, que estava indo para os Estados Unidos, retornando à escola após 47 anos da conquista do diploma na Faculdade de Economia da Universidade Federal de Pernambuco.

Embora nascido em família de intelectuais, não desejei ser um acadêmico - o caminho natural. Escolhi o desafio de ser um empreendedor, de me lançar no mundo competitivo dos negócios.

Em consequência dos cenários econômicos das últimas décadas, das oportunidades e principalmente das metas que me impus, meu foco estava nas empresas. Mas, em razão do meu DNA, mantive mais que atração, conservei um profundo respeito pelo mundo acadêmico.

A oportunidade de reencontrá-lo foi enriquecedora. Foi fantástica!

O que me surpreendeu em setembro do ano passado, de mochila nas costas, calça jeans e tênis, foi como apreciei desfrutar do anonimato americano, onde celebridades andam pelas ruas, usam o metrô e frequentam os cafés, como outros mortais.

Em Nova York você se depara com personalidades mundiais, sendo comum as sirenes de batedores no trajeto das autoridades. É sede da ONU, capital do mundo, ninho de Trump - é lá que está sua Trump Tower.

A experiência foi encantadora. De crescimento como ser humano, como cidadão, como profissional e como empreendedor.

Estudei em outro idioma, mergulhei numa nova cultura, convivi com pessoas de diferentes países e três continentes, enfrentei as tarefas domésticas – abastecer a casa, limpar e cozinhar – e fiz questão de nunca me atrasar para as aulas – fui sempre o primeiro na fila.

Não exagero ao dizer que aquele rejuvenescimento que estava buscando para meu cérebro de mais de 70 anos, eu encontrei. Voltei renovado. A quebra da rotina de trabalho, o desafio de pensar em outro idioma, as interações... Até os passeios foram inspiradores.

Posso comparar o efeito ao prometido na propaganda do WD-40 (produto anticorrosivo). A ferrugem foi eliminada e os neurônios, lubrificados por novos conhecimentos, passaram a trabalhar muito melhor.

Hoje, procuro a cada dia me atualizar mais, ter uma visão de longa distância, acompanhar as tendências que antecipam o amanhã. Recentemente, fi z curso de futurismo, que muito me enriqueceu.

Considerando a velocidade das transformações no mundo em razão do desenvolvimento do conhecimento, aprender continuamente deixou de ser opção, é necessidade.

Estou voltando aos Estados Unidos mais preparado até no meu inglês de beira de cais. As expectativas também estão ampliadas.

Volto com noções geográficas e operacionais diferenciadas de Nova York, porém, mantendo minha visão conservadora: escolhi a mesma cidade para novamente me reciclar, aluguei um apartamento na mesma rua do que ocupei no ano passado, e vou frequentar a mesma escola. Valorizo a constância.

Retorno ao Brasil em outubro, com a promessa de transmitir as novas experiências.

Até lá.
POSTADO POR FERNANDO COUTINHO - NAÇÃORURALISTA.COM.BR

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