segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Em nova música, Gabriel o Pensador 'mata Temer' e viraliza

Gabriel o Pensador voltou mais de 20 anos no tempo e caiu nas graças do público nas redes sociais com seu novo single, Tô Feliz (Matei o Presidente) 2. A música é inspirada no primeiro sucesso do rapper, no qual ele se dizia feliz por ter matado o ex-presidente Fernando Collor de Mello. Com a baixa popularidade de Michel Temer, a música está dando o que falar.

O clipe lançado há quatro dias já tem mais de 1,5 milhão de visualizações no YouTube. Na nova versão, Gabriel o Pensador se entrega à polícia antes de matar o presidente Michel Temer. "A criminalidade toma conta da minha mente/ achei que não teria que fazê-lo novamente/ mas tenho pesadelos recorrentes, o Temer na minha frente/ e eu cantando: Tô feliz, matei o presidente", diz a letra. O vídeo começa com Gabriel acompanhado de indígenas prestes a flechar um homem adereçado com a faixa presidencial e teve cenas gravadas em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Amazonas, Tocantins e Santa Catarina e foi dedicado à ocupação indígena do Parque das Tribos, em Manaus, e "aos povos indígenas de todo o país".

Nos comentários nas redes sociais, fãs de Jair Messias Bolsonaro criticaram a música por conter um trecho em que fala de pessoas "chamando políticos ridículos de mito", apelido dado por eles ao deputado. Até a # GabrielxBolsonaro está circulando na rede.

Além disso, um boato circula no WhatsApp dizendo que o cantor pediu que o clipue fosse espalhado nos grupos da rede porque recebeu uma notificação de Brasília solicitando a retirada do vídeo do ar. Esta informação, no entanto, não foi confirmada.

Confira:




Veja a letra completa da música:


"Eu não matei nem vou matar literalmente um presidente 

Mas se todos os corruptos morressem de repente 

Ia ser tudo diferente, ia sobrar tanto dinheiro 

Que andaríamos nas ruas sem temer o tempo inteiro 

Seu pai não ia ser assaltado, seu filho não ia virar ladrão 

Sua mãe não ia morrer na fila do hospital 

E seu primo não ia se matar no Natal 

Seu professor não ia lecionar sem esperança 

Você não ia querer fazer uma mudança de país 

Sua filha ia poder brincar com outras crianças 

E ninguém teria que matar ninguém pra ser feliz 

Hoje, estar feliz é uma ilusão 

E é o povo desunido que se mata por partido 

Sem razão e sem noção 

Chamando políticos ridículos de mito 

E às vezes nem acredito num futuro mais bonito 

Quando o grito é sufocado pelo crime organizado instituído 

Que censura, tortura e fatura em cima da desgraça 

Mas, no fundo, ainda creio no poder da massa 

Nossa voz tomando as praças, encurtando as diferenças 

Recompondo essa bagaça, quero é recompensa 

O Pensador é contra violência 

Mas aqui a gente peca por excesso de paciência 

Com o rouba, mas faz dos verdadeiros marginais 

São chamados de Doutor e Vossa Excelência".


Pbagora

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