domingo, 26 de novembro de 2017

Construtora é acusada de pagar propina de US$ 3,9 mi a ex-presidente do Peru

A construtora Camargo Correa pagou uma propina de pelo menos US$ 3,9 milhões ao ex-presidente do Peru Alejandro Toledo, através de empresas no exterior do empresário israelense Josef Maiman, suposto testa de ferro do antigo governante, anunciou a Promotoria peruana. As informações são da agência de notícias EFE.
A agência acrescenta que o pagamento ilícito foi feito em troca de favorecer para a construtora na licitação do trecho 4 da Estrada Interoceânica do Sul, que atravessa o território peruano da costa do Pacífico até sua fronteira com o Brasil.
As empresas localizadas em paraísos fiscais são Trail Bridge Ltd e Warbury & Co, ambas vinculadas a Maiman. Ele colabora com a Promotoria peruana para esclarecer a rota das propinas.
A quantia recebida por Toledo nesta operação pode alcançar US$ 5,4 milhões, equivalentes a 5% do contrato para a construção da estrada, segundo publicou o jornal  La República, de Lima.
Uma Unidade Especial da Promotoria, que investiga a irregularidade, concluiu que a Camargo Correa teria utilizado o mesmo sistema de pagamento no escândalo da Petrobras, caso similar de corrupção ocorrido com a petrolífera brasileira.
Empresas de operadores participaram da ação
Para realizar os pagamentos ilícitos, a construtora supostamente recorreu a Julio Gerin de Almeida Camargo para atuar como intermediário, e isso, por sua vez, para as empresas dos operadores "Jorge e Raul Davies", do Grupo Davies.
Por conta desses indícios, a promotoria ampliou a investigação que segue Toledo no caso Camargo Correa, para acusá-lo de crime de lavagem de dinheiro, que se soma ao de colusão (acerto entre partes para enganar e prejudicar terceiros).
Na mesma investigação, também estão acusados Sergio Bravo Orellana, Alberto Pascó-Font Quevedo, John Barclay Méndez e Marcos de Moura Wanderley.
Sobre Toledo, existe desde fevereiro um mandado de prisão internacional pelo caso Odebrecht, outra construtora que supostamente pagou propinas no valor de US$ 20 milhões para vencer a licitação de outros trechos da Interoceânica do Sul. O ex-presidente peruano está na Califórnia, nos Estados Unidos, onde reside.
Agência Brasil 

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