quarta-feira, 11 de outubro de 2017

O mapa amo-ódio na América Latina: O que ele gera fora da Argentina

Quem pode discutir que Lionel Messi é o melhor jogador do mundo? Suas estatísticas e a quantidade de título que tem em 12 anos como profissional, apoiam isso. Mas se é uma questão de paixão, não há lugar para racionalização e, no futebol, a fraternidade latino-americana fica de lado na hora de reconhecer a "La Pulga". Sete jornalistas da goal, ao redor do continente, avaliam o carinho que há pelo camisa 10 do Barcelona e da seleção argentina em cada um de seus países. Alerta de Spoiler: Messi polariza em todos.

Brasil


A rivalidade que existe entre as duas seleções não muda na hora de apreciar o rosarino. A maioria dos brasileiro o admira pelo o que conseguiu com o Barcelona, embora esteja longe de ser idolatrado. Pelo contrário, compete por este posto, estenhamente, com Cristiano Ronaldo e não Neymar. É que aqueles que se inclinam pelo Real Madrid preferem o português, enquanto que o brasileiro do PSG não goza do carinho de todos pela identificação que tem com o Santos.

Chile

Os chilenos são, talvez, o único país onde a aversão por Messi é geral: o antagonismo entre ambos os países é muito forte e, claro, é transferido para o futebol. As dus finais da Copa América impulionaram um desprezo que dificilmente pode ser explicado. Tanto que, durante a primeira final no estádio Olímpico de Santiago, a família do jogador foi agredida e teve que deixar seu lugar.   

Colômbia


Pelo contrário, Messi é um dos jogadores que os colombianos mais admiram. E estão longe de associar seu papel com na Argentina, eles o seguem semana a semana no Barcelona, clube que conta com uma boa quantidade de adeptos. E como no Brasil, aqueles que simpatizam principalmente com os Merengues preferem Cristiano Ronaldo e, como consequência, sentem um certo nível de rejeição por Messi. 

Bolívia

Leonel Mesi Bolivia (body only)
(Foto: Getty Images)
Para os boliviano não há um ponto médio: é ídolo. Não importa que seja argentino ou o que faça com a seleção, já que o carinho nasceu pelo o que conseguiu na Europa. A falta de jogadores de alto nível faz com que a torcida se identifique com ele diretamente. Entre 2006 e 2014 se registram muitos mais meninos com o nome de "Lionel" e um casal até chegou a batizar seu filho como "Leonel Mesi". Os meios de comunicação acompanham seus jogos e a torcida anda pela rua com as camisetar da Argentina ou Barcelona com o 10 na parte detrás. 

Peru

Outro mais que o mantém estimado, embora fique feliz quando não vai tão bem com a Albiceleste. É o primeiro nome escolhido nos jogos informais entre as crianças, o protagonista dos canais esportivos, o jogador que todos queriam. São mais de 10 anos em que é acompanhado por toda uma geração. Embora o insultem um pouco cada vez que tem que se enfrentar, os pruanos tem um grande apreço por ele. 

Paraguai

No Paraguai, Messi fera a mesma divisão do que no Brasil e Colômbia: é amado pelos seguidores do Barcelona, mas rejeitado pelos seguidores do Real Madrid, quando se trata de um fim de semana normal de futebol. No entanto, quando joga pela argentina, uma grande maioria quer que vá mal com a Albiceleste, pela rivalidade regional.

México

Apesar de não ser um país sul-americano, a média da população mexicana não acompanha regularmente o futebol argentino e, por isso, não está muito interessado no que está acontecendo, nem sequer com a seleção. Com Messi, então, é uma relação de amor ou ódio: a luta Barcelona - Real Madrid divide a torcida. Os catalães o idolatram, e os Merengues o detestam. 
Goal 

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