domingo, 3 de setembro de 2017

Preso por estupro em ônibus diz que abusos começaram após ficar em coma

Um homem preso duas vezes nesta semana por ejacular e encostar o pênis em mulheres dentro de ônibus na região da Avenida Paulista disse em depoimento informal à polícia que os delitos começaram após ele sofrer um acidente em 2006. Segundo Diego Ferreira de Novais, de 27 anos, o acidente que sofreu o deixou dois meses internado e duas semanas em coma.
Na manhã deste sábado (2), Diego Ferreira de Novais, de 27 anos, foi preso (veja vídeo aqui) por suspeita de ato obsceno contra uma mulher dentro de um ônibus que passava pela Avenida Brigadeiro Luis Antônio. Na delegacia acabou indiciado por estupro porque foi acusado de esfregar o pênis no ombro da vítima e tentar impedi-la de fugir dele.
Em depoimento na manhã deste sábado ao delegado Rogério de Camargo Nader, do 78º Distrito Policial (DP), nos Jardins, Diego contou que sofreu um acidente de carro em 2006 e que, depois disso, se sentiu diferente.
Diego disse que tem problema psicológico e que necessita de tratamento. "Ele alega que depois disso começou a ter problemas. Em 2007, tentou fazer um curso, pago pela mãe, mas não conseguiu. Por volta de 2010, começou a praticar esses delitos", disse Nader. "Ele diz que é uma vontade diferente, compulsiva, que não consegue controlar. Acha que tem relação com o acidente", continuou.
Imagens mostram Diego deixando a delegacia ao ser solto na última quarta-feira e o momento em que ele ficou preso dentro do ônibus na terça-feira (Foto: Reprodução)Imagens mostram Diego deixando a delegacia ao ser solto na última quarta-feira e o momento em que ele ficou preso dentro do ônibus na terça-feira (Foto: Reprodução)Imagens mostram Diego deixando a delegacia ao ser solto na última quarta-feira e o momento em que ele ficou preso dentro do ônibus na terça-feira (Foto: Reprodução)

Vítima é a 'aquela que estiver mais perto'


O homem mora com os pais e os irmãos em Interlagos, e nunca se casou, segundo a polícia. Nesta manhã, ele tomou um ônibus na Avenida Brigadeiro Luis Antônio para encontrar a mãe na Zona Sul de São Paulo.
O veículo não estava cheio, mas Diego se manteve de pé no ônibus, junto ao banco mais elevado, onde estavam sentadas a passageira, de cerca de 30 anos, e a testemunha. Em depoimento, ele disse que escolhe as vítimas aleatoriamente. "Aquela que estiver mais perto", informou ao delegado.

"Ele tirou o órgão genital para fora da calça e encostou na passageira. Ela percebeu, gritou e imediatamente tentou se desvencilhar, mas, segundo ela, Diego a puxou e segurou sua coxa", contou o delegado.

"Agora ele está dizendo que não a segurou, que não é estupro, parece ter algum conhecimento. Disse: 'não é estupro', mas ela relata que ele a puxou forte, e a testemunha que estava ao lado também disse que o viu segurando fortemente a mulher", continuou o delegado.

Fechado no ônibus pela 2ª vez


Depois dos gritos, os passageiros pediram para que o motorista fechasse a porta e um senhor segurou o homem, impedindo que ele saísse até a chegada da polícia. Na terça-feira, quando ele assediou outra mulher no ônibus, o motorista também fechou as portas do veículo para impedir a saída de Diego.
A 2ª tenente da Polícia Militar do 11º Batalhão disse que o homem não ofereceu resistência, confessou o delito e foi autuado em flagrante.
A polícia pediu a instauração de incidente de insanidade mental. Se o caso dele não for considerado como insanidade, será requerido também, alternativamente, a prisão preventiva. Em caso de insanidade mental, ele deverá ir para um presídio manicomial.

Abuso na última terça


Neste sábado, Diego não chegou a ejacular, mas na terça-feira (29), o homem ejaculou em uma passageira dentro de um ônibus na Avenida Paulista. Ele foi preso em flagrante por estupro, mas solto menos de 24 horas depois pela Justiça, após passar por audiência de custódia.
Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, o juiz entendeu que não era necessária a manutenção da prisão. Para o magistrado, o crime se encaixa no artigo 61 da lei de contravenção penal - "importunar alguém em local público de modo ofensivo ao pudor" - e é considerado de menor potencial ofensivo.
O homem não tem advogado particular e deve receber suporte da Defensoria Pública. Nenhum advogado ou familiar se apresentou na delegacia. A previsão é que ainda neste sábado ele seja encaminhado ao 2º DP do Bom Retiro, onde fica isolado, sem contato com outros presos, para garantir sua integridade física.

Audiência de custódia definirá sobre prisão


A audiência de custódia que definirá se ele continuará preso ou será solto será realizada neste domingo (3), no fórum da Barra Funda, às 13 horas. Para o delegado, Diego representa risco para a sociedade. "Sem dúvida alguma. No meu entendimento", disse. "Pedi a prisão preventiva por temer queno cidadão seja colocado em liberdade", disse o delegado.
"Cada um tem sua opinião. O juiz manifestou a decisão dele e eu respeito isso. Mas pra mim, sem dúvida houve constrangimento", completou o delegado.
G1 

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