sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Mark Zuckerberg responde Donald Trump após crítica ao Facebook

Na manhã da quarta-feira desta semana (27), o atual Presidente dos Estados Unidos usou sua conta pessoal no Twitter para afirmar que o Facebook sempre foi “anti-Trump”, fazendo alusão ao cofundador da rede social, Mark Zuckerberg. Os comentários podem ser lidos abaixo.
Facebook sempre foi anti-Trump. As redes sempre foram anti-Trump, o que explica as notícias falsas, The New York Times (se descupou) e Washington Post foram anti-Trump. Conspiração? Mas as pessoas foram pro-Trump! Virtualmente, nenhum presidente alcançou o que nós alcançamos nos primeiros 9 meses e a economia está rugindo.
Imagem: Donald Trump, 45º Presidente dos Estados Unidos.
Já no final do dia, por outro lado, Mark Zuckerberg usou seu perfil oficial no Facebook para publicar um texto (enorme) onde defende que a rede social não toma partidos, mas sim é a favor das ideias. Leia, na íntegra, o comentário do cofundador da companhia:
Eu quero responder ao tweet do presidente Trump nesta manhã dizendo que o Facebook sempre foi contra ele. Todos os dias eu trabalho para reunir as pessoas e construir uma comunidade para todos. Nós queremos dar voz a todas as pessoas e criar uma plataforma para todas as ideias. Trump diz que o Facebook é contra ele. Liberais dizem que nós ajudamos Trump. Ambos os lados estão tristes sobre ideias e conteúdo que eles não gostam. É isso que significa comandar uma plataforma para todas as ideias.
Além disso, ainda em suas palavras, os fatos mostram que a última eleição presidencial estadunidense foi diferente de todas na história do país, justamente por conta da facilidade ao acesso de informações e de compartilhamento opinativo:
Os fatos sugerem que o grande papel que o Facebook prestou na eleição de 2016 foi diferente do que a maioria está dizendo:
  • Mais pessoas tiveram voz nessa eleição do que nunca. Houve bilhões de interações discutindo os problemas, algo que podia nunca acontecer na vida real. Todos os tópicos foram discutidos, não apenas aquilo que a mídia cobriu.
  • Essa foi a primeira eleição dos EUA onde a internet foi o modo primário de comunicação dos candidatos. Todos os candidatos tiveram uma página do Facebook para se comunicarem diretamente com as dezenas de milhões de seguidores, todos os dias.
  • Campanhas gastaram centenas de milhões em anúncios online para levar suas mensagens ainda mais além. Isso é 1000x mais do que qualquer anúncio problemático que nós encontramos.
  • Nós veiculamos esforços “vá votar” que ajudou 2 milhões de pessoas a se registrarem para votar. Para colocar isso em perspectiva, isso é maior do que qualquer esforço colocado pelas campanhas de Trump e [Hillary] Clinton, juntas. Isso é algo grandioso.
Ele conclui o texto dizendo que o Facebook continuará a ser quem é: uma plataforma para todas as ideias, uma força do bem na democracia:
Depois da eleição, eu fiz um comentário de que a ideia da desinformação no Facebook ter mudado a eleição era louca. Chamar de “louca” foi desdenhoso e eu me arrependo. Esse problema é muito importante para ser desdenhoso. Mas a informação que nós sempre mostramos foi que nosso impacto mais amplo — desde a dar voz às pessoas a permitir que os candidatos se comuniquem diretamente para ajudar milhões de pessoas a votar — fez um papel ainda maior nessa eleição. Nós vamos continuar a trabalhar para construir uma comunidade para todas as pessoas. Faremos a nossa parte para defender nações que tentam espalhar desinformação e subverter eleições. Nós continuaremos trabalhando para assegurar a integridade de eleições livres e justas ao redor do mundo, e também que a nossa comunidade seja uma plataforma para todas as ideias e uma força para o bem na democracia.
E aí, o que acharam dos comentários de ambas as figuras públicas? Participe e conte para nós na área de comentários!
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