domingo, 17 de setembro de 2017

Marcelo Rezende era um doce, podem acreditar

Em pouco mais de 4 meses, a doença consumiu o corpo de Marcelo Rezende.
Todos nós, que convivíamos com ele diariamente na Record, imaginávamos o final da jornada quando foi internado no Hospital Albert Eistein, no dia 8 de maio, com o diagnóstico de câncer no pâncreas e no fígado. Na sexta-feira anterior, dia 5, eu, ele e outros amigos almoçamos no restaurante da emissora. Marcelo não se queixou de nada, mas comeu pouco e falou menos ainda.
Ao longo desse tempo, as informações eram as piores, mas sempre recusávamo-nos a acreditar que a morte alcançaria o nosso amigo no esplendor da vida e da carreira.
Fomos vencidos.
Estamos devastados.
O maldito dia chegou.
E a dor é inevitável.
Nunca mais vou ouvir sua fina ironia.
Nunca mais vou achar que a ranzinze pode ser extremamente divertida. 
Nunca mais vou conhecer alguém que fale mais do que eu ( e sobre todos os assuntos).
Eu e Marcelo fomos criados no mesmo bairro do Rio - minha saudosa Ilha do Governador - e estudamos no mesmo colégio, o Alfredo Filgueiras. Talvez isso fizesse com que eu fosse poupado do seu sarcasmo.
Nessa hora não quero falar sobre o profissional. O legado está aí e prescinde dos meus comentários.
Choro a perda do amigo, que me chamava carinhosamente de "Fraguinha".
Choro a perda do cara, que me ensinou tudo sobre vinhos, e eu não aprendi porra nenhuma.
Choro por reconhecer, mais uma vez, a minha abissal, gigantesca, absoluta fraqueza, diante da morte.
Choro e lembro do escritor preferido de Marcelo Rezende, o alemão Thomas Mann:
 "Há pessoas as quais não é fácil conviver, mas que jamais se podem abandonar."


R7.com

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