segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Heron Cid comenta assassinato de segurança: 'Justiça para os inocentes'

Fábio Alves de Lima, segurança, foi mais uma das vítimas da fúria impiedosa dos bandidos em João Pessoa num crime que começou com uma ação recorrente das gangues por aqui: o assalto à mão armada.
Marginais, geralmente em dupla, se espalham pelas ruas da cidade à caça de alvos fáceis.
Circulam faceiramente até que observam a presa e atacam, repentinamente.
Poucos conseguem se safar do roubo da carteira ou do celular, o item predileto dos criminosos. Se houver reação, os algozes não hesitam. Mandam chumbo sem pena.
Enfastiados, também poucos sequer registram as ocorrências, colaborando, involuntariamente, para o problema da subnotificação.
Fábio tentou proteger mãe e aluna de um colégio da cidade das mãos de facínoras numa motocicleta. Foi atingido mortalmente e seu corpo reclama inerte em velório no bairro de Mangabeira, sob forte comoção.
A Polícia certamente correrá contra o tempo para apresentar os suspeitos. Um já está detido. É a lógica da repressão como resposta, como lenitivo para minimizar esta sensação geral de impotência.
O cidadão queria poder contar com a segurança antes de ser molestado ou de assistir a vida de um parente seu se esvair entre os dedos para nunca mais voltar.
Por enquanto, resta sonhar com uma política de segurança com estatísticas inversas: a que possa contar o número de pessoas salvas por ações preventivas, a que quantifique os seres humanos que não precisarão guardar traumas psicológicos e nem marcas pelo corpo e a que agrupe pais e mães que foram poupados de chorar a morte de seus filhos.
A maior de todas as justiças é a que protege os inocentes, os bons. Não a que se gaba de punir os maus, porque a prisão destes não traz de volta àqueles.


Heron Cid

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