domingo, 3 de setembro de 2017

Aldo nega autoria de post polêmico sobre May-Mac: 'Estava em um jogo'

José Aldo está de volta ao Rio de Janeiro, e feliz da vida. O lutador brasileiro retornou de uma temporada treinando boxe na Califórnia e veio direto para a abertura de mais uma franquia de sua hamburgueria na capital fluminense, desta vez no bairro turístico de Copacabana, na Zona Sul, nesta sexta-feira. Seu sorriso ao cumprimentar e tirar fotos com amigos e fãs presentes à inauguração parecia o dos emojis que apareceram num post publicado em sua conta pessoal no Twitter, instantes após a derrota de seu rivalConor McGregor para Floyd Mayweather no boxe, uma semana antes, em Las Vegas.
O post causou polêmica, com muitos lutadores, fãs e jornalistas criticando a postura do brasileiro, que foi derrotado pelo irlandês McGregor na disputa do cinturão dos pesos-penas em 2015 e desde então não perde oportunidades de cutucá-lo. Desta vez, porém, José Aldo jura que não é o culpado pela "zoeira".
José Aldo (Foto: Adriano Albuquerque)José Aldo fala com a imprensa durante lançamento de franquia de sua hamburgueria no Rio (Foto: Adriano Albuquerque)
- Primeiramente, eu nem vi a luta, já começa por aí. Fui num jogo de futebol americano, que para mim é o esporte número 1, tenho uma paixão muito grande, Rams x Chargers, então nem vi a luta, nem sei como é. Foi o pessoal que cuida das minhas redes sociais. Não posso nem falar como foi, porque nem parei para ver a luta. Conversei bastante, porque estava num reduto de boxeadores, e eles falaram, comentaram a luta, mas eu mesmo não posso nem falar, não posso fazer nada, como se eu tivesse feito alguma coisa - disse Aldo a um grupo de jornalistas na ocasião do lançamento da lanchonete. Perguntado novamente se não foi ele mesmo que publicou, o lutador manteve-se firme na posição.
- Isso aí é fogo, tu sabe que todo atleta tem sempre uma empresa que cuida das suas mídias sociais, que faz trabalho na sua mídia social. Então é isso.
O álibi de José Aldo é bom: o jogo entre Los Angeles Rams e Los Angeles Chargers, válido pela pré-temporada da NFL (liga profissional de futebol americano dos EUA), aconteceu mesmo no sábado, e teve quase a mesma duração do card que antecedeu a luta entre Mayweather e McGregor. Aldo, inclusive, chegou a publicar vídeo no modo "Stories" de sua conta no Instagram durante o jogo, direto do estádio.
José Aldo tweet (Foto: Reprodução/Twitter)O tweet publicado na conta de José Aldo logo após o fim da luta entre McGregor e Mayweather (Foto: Reprodução/Twitter)
O manauara não foi um dos estimados 6,5 milhões a comprar o pacote de pay per view para assistir à luta, mas comentou o duelo tendo como base o que conversou com seus companheiros de treino, boxeadores de ofício, na academia de Robert Garcia.
- Saí do jogo já tarde, já estava começando a luta. Eu estava dirigindo para ir ao posto abastecer. Quando eu parei pra sentar e comer, aí perguntei para o meu amigo, um mexicano, que foi me falando como estava a luta. Mas não me surpreendeu, cara. Passei o tempo todo com eles e eles falavam que ia acontecer aquilo. O Conor não tem um gás bom e sabia que ele não está acostumado a lutar boxe. O Mayweather ficou fechado, só esperando a hora de atacar. O cara está há dois anos sem lutar. Muita gente falou muita m*** - não vocês da imprensa, mas muita gente ficou falando que o cara acertou muito mais golpes que o (Manny) Pacquiao, que o (Miguel) Cotto, mas não tem como, o cara estava há dois anos sem lutar. Ele sabia tão certo, como todo mundo falou na academia que eu estava, que era muito difícil. Era uma em um milhão a chance que o Conor tinha de ganhar do Mayweather - analisou.
José Aldo até teve coisas boas a dizer sobre McGregor - comemorou que o irlandês promoveu bem o MMA e que as bolsas para os lutadores devem subir graças ao evento - mas disse que a impressão dos americanos foi de que a luta com Mayweather foi "um circo" e negou que durar até o décimo round pudesse ser considerado uma vitória moral para o rival.
- Lógico que não, cara, qual é a moral? Primeiramente, você vai tentar provar com um cara de 41 anos praticamente, que está longe, parado. Lógico, foi uma luta de dinheiro, vamos falar assim. Uma vitória moral seria se ele pegasse um boxer na ativa, campeão, chegasse e lutasse. Aí sim, você ia ver como ele não ia durar nem um round direito, porque é totalmente diferente. A gente tem que se colocar cada um no seu lugar. Eu sou um atleta de MMA, não posso chegar amanhã e dizer “Ah vou lutar muay thai na Tailândia com um tailandês, porque eu chuto bem e soco bem.” Não tem como, é cada um no seu lugar. Eu respeito as artes marciais e vou me por no meu lugar. Não vejo uma vitória moral. Nada contra, acho que fico feliz porque o cara fez uma grande luta, promoveu o MMA, fico feliz por causa disso, mas sobre a luta, não. Ninguém gostou da luta do jeito que foi, foi uma palhaçada. Aqui, não sei como é que comentaram, mas na América, o comentário era isso, que foi uma luta de circo.
Próxima luta no UFC ainda está indefinida
Aldo tem suas próprias intenções de fazer uma transição para o boxe, mas quer "começar de baixo, degrau por degrau". O período na Califórnia foi motivado por isso. No entanto, antes de realizar o sonho, ele ainda precisa cumprir seu contrato com o UFC, sob o qual ainda tem quatro lutas. O ex-campeão dos pesos-penas quer que a primeira delas seja em 4 de novembro, em Nova York, em evento programado para o mítico Madison Square Garden, que abrigou algumas das mais lendárias lutas de boxe da história.
O adversário, no entanto, segue incerto. Cub Swanson, quarto do ranking e oponente pedido originalmente pelo brasileiro, está de licença paternidade após o nascimento de sua filha, e Aldo chegou a mencionar numa entrevista ainda em Los Angeles que faria uma revanche contra Ricardo Lamas, terceiro do ranking. No Rio, porém, Aldo disse que não tinha certeza e que seu manager e treinador, Dedé Pederneiras, ainda estava tratando o assunto. Segundo Dedé, que também compareceu ao evento, o confronto com Lamas foi ventilado, mas ainda não está confirmado.
- Quero lutar o quanto antes, porque acho que me prejudicou bastante ficar muito tempo sem lutar. Quero voltar o quanto antes pra aproveitar - disse Aldo, que também viu com bons olhos o desafio feito pelo peso-leve Michael Johnson durante bate-papo com os fãs em Roterdã.
- Acho ótimo, não tem problema nenhum. Primeiramente tenho que falar com o Dedé, ele que cuida desse assunto. Quanto mais pessoas falarem o meu nome, isso é bom, porque mantém o meu nome lá em cima. Quero lutar, não importa com quem seja, quero lutar o quanto antes. Queria fazer duas lutas este ano, acho que não vai dar, mas uma até o final do ano e outra em janeiro, é isso que eu quero.
Combate 

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