sábado, 5 de agosto de 2017

Veneza, Amsterdã e Barcelona e mais cidades querem menos turistas

Enquanto as autoridades de numerosas cidades do mundo investem bilhões para atrair turistas, algumas localidades estão enfrentando um problema no sentido oposto -- recebem turistas demais.
Veneza, Amsterdã, Barcelona, ou até o Butão, pequeno país asiático, entre outros destinos, decidiram limitar -- ou até proibir -- o ingresso de turistas em determinados locais, após sofrer com as consequências negativas do turismo de massa: caos urbano, deterioração dos recursos naturais, especulação imobiliária desenfreada, surgimento de centenas de restaurantes de fast food e lojas de souvenirs, além de protestos dos habitantes insatisfeitos.
Com a chegada do verão no Hemisfério Norte, e com ele o recomeço da temporada de turismo de massa, a mídia internacional voltou a denunciar a situação dessas localidades turísticas, onde o número de visitantes supera o limite suportável para quem vive ali.
O jornal norte-americano “The New York Times” publicou nesta quinta-feira (03) uma reportagem alertando sobre o risco de que “Veneza se torne uma Disneylândia no mar”.
“A música de fundo da cidade agora são as rodinhas das malas que sobem os degraus das passarelas e o barulho de falanges de turistas que marcham ao longo dos canais”, descreve o jornal nova-iorquino.
Uma situação que já levou o prefeito de Veneza e o governador da região do Vêneto a anunciar que a partir do ano que vêm o número de turistas que acessarão ao arquipélago será limitado.
Essa linha de ação segue aquela já implementada em muitas outras cidades do mundo.
Veja a seguir quais alguns destinos onde os turistas nem sempre encontrarão uma recepção calorosa:
Antiga potência marítima e mercantil, hoje Veneza corre o risco de ser dominada pelas hordas de turistas. A romântica cidade italiana está enfrentando um gigantesco afluxo de turistas: mais de 20 milhões por ano.
Uma massa de gente que está deixando a cidade inabitável para os venezianos, que não por acaso estão abandonando suas casas, transformadas em pousadas e anunciadas no site de locações AirBnb. Em 1951, Veneza tinha 175 mil habitantes, hoje são apenas 50 mil.
Os que ficaram estão insatisfeitos com o proliferar de lojas de fast food e bugigangas, que substituíram supermercados e até cinemas. Hoje Veneza não tem nenhuma sala de cinema funcionado.
Em março moradores de Veneza protestaram contra o turismo de massa e contra a degradação provocada pelo excesso de turistas, que estaria deixando insustentável a vida na cidade italiana. Em julho um referendo informal levou 18 mil venezianos a se expressar contra o ingresso de grandes navios de cruzeiro dentro da Laguna de Veneza.
A prefeitura também decidiu reagir, anunciando que já não permitirá a abertura de novas lojas de fast food para "preservar o decoro e as tradições" da cidade. Além disso, a Prefeitura de Veneza está estudando limitar os acessos diários ao centro histórico da cidade.
Nos últimos anos, Veneza apareceu nas manchetes internacionais por episódios de falta de educação e de falta de respeito ao seu patrimônio histórico e artístico por parte de turistas, principalmente estrangeiros. Casos de turistas que mergulhavam nos canais, tiravam as roupas e se lavavam em fontes medievais, urinavam nas ruas, saltavam de pontes históricas ou chegavam até a fazer sexo no meio da cidade, mostraram ao mundo como a degradação está tomando conta de Veneza. E os cidadãos, indignados, decidiram responder indo às ruas para protestar.
G1 

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