sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Secretário nega que haja desvio de verba entre a gestão estadual e Organizações Sociais

O secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão da Paraíba, Waldson Sousa, rebateu as acusações do deputado líder da Oposição na Assembleia Legislativa, Bruno Cunha Lima (PSDB), de malversação dos recursos investidos em Organizações Sociais e lembrou da situação caótica que estava a Saúde antes da pactuação com a Cruz Vermelha.

Em entrevista ao programa Rádio Verdade da Arapuan FM, nesta quinta-feira (03), Waldson explicou que o custeio de um órgão gerido por uma OS é discriminado de uma única fonte, enquanto que um gerido pelo Estado a despesa é dividida. Ele exemplificou com o Hospital de Emergência e Trauma da Capital afirmando que em 2010 quando o estado vivia um caos na Saúde, foi computado um gasto de R$ 9,7 milhões e que quando efetuou o contrato com a Cruz Vermelha em 2011 passou a ser R$ 6,9 milhões.

Quanto a acusação de supostamente estar havendo desvio de dinheiro, Waldson afirmou que 'é preciso juntar folha, custeio e investimento, porque se pegar só uma parte, o valor vai ser menor'.

O secretário trouxe o acórdão do Tribunal de Contas do Estado, declarando perda do objeto, julgado regular com ressalvas sem resolução do mérito, enquanto isso Bruno rebateu afirmando que o Tribunal não reconhece a gestão pactuada e que inclusive aplicou multa à Cruz Vermelha.

Waldson explicou que o TCE ignora inclusive decisão do Supremo Tribunal Federal que aprova o uso de OS, afirmou que não foi o governo de Ricardo que criou os terceirizados e que foi inclusive a gestão que mais diminuiu a quantidade de codificados.

Durante o debate desta quinta-feira (3) no Programa Rádio Verdade do Sistema Arapuan de Comunicação, o deputado Bruno Cunha Lima (PSDB) disse suspeitar de que haja desvio de verbas na administração das unidades de saúde administradas pelo Governo do Estado e as que são gerenciadas pelas Organizações sociais. A declaração foi dada durante debate entre o deputado e o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão do Estado, Wanderson Souza no Programa Rádio Verdade do Sistema Arapuan de Comunicação.


Bruno Cunha Lima citou como exemplo o Hospital Regional de Patos, que administrado pelo Governo do Estado. De acordo com ele, a unidade saúde recebeu em 2015 R$ milhões, enquanto que a maternidade Peregrino Filho que é gerenciada por uma OS recebeu no mesmo período R$ 35 milhões. ‘E uma diferença gritante de valores e precisa ser melhor explicada pelo Governo do Estado”, destacou.

Ainda segundo o deputado, os acórdãos do Tribunal de Contas do Estado, condena o Governo a pagar multas devido as irregularidades encontradas na gestão das Organizações Sociais.

Paraiba.com.br

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