segunda-feira, 14 de agosto de 2017

CRM-PB dá dicas para pacientes não serem enganados por falsos médicos

Um homem de 34 anos foi preso nessa quinta-feira (10) suspeito de praticar há pelo menos dois anos o crime de exercício ilegal de medicina. Mas como a população pode se precaver em situações como estas e não ter a sua saúde colocada em risco? De acordo com o diretor do departamento de fiscalização do Conselho Regional de Medicina da Paraíba, João Alberto Morais, o paciente pode procurar informações acerca do profissional no Portal do Conselho Federal de Medicina. 

“A primeira forma, toda vez que exista qualquer tipo de desconfiança em relação a um medico, que se quiser saber a veracidade, existe um link que qualquer cidadão tem acesso, que se chama portal CFM. Você acessa este portal e lá vai ter um link para o cidadão achar seu médico. Com o nome do médico por extenso ou só com o CRM ele localiza não só se ele é medico, mas se está ativo e se ele tem especialização. Isto qualquer cidadão pode ter em mãos”, afirmou.


Com relação ao riscos que os pacientes deste falso oftalmologista correram, João disse que pelo fato dele ser um optometrista (profissional responsável pela realização de medições de amplitude visual), poderia não diagnosticar determinadas doenças, agravando-as.


“Com relação a um optometrista, que é o caso deste cidadão, está atendendo como se fosse médico, para aquelas pessoas que tem uma diminuição na visão, existe uma outra coisa que a gente tem que ficar atento. Nem sempre a visão ocorre sem que haja uma doença por trás dela. Pode encontrar uma doença que está se instalando e muitas vezes estes optometristas não tem conhecimento para fazer isto, porque eles são autorizados para fazer fabricação de lentes. Ele muitas vezes dá o óculos, a pessoa sai com o óculos até funcionando perfeitamente, porém está se instalando uma doença que só será verificada mais tardiamente e consequentemente trazendo doenças mais graves trazendo complicações maiores para o paciente”, explicou.


Por fim, João explicou que as pessoas que se sentirem lesadas podem procurar a justiça e entrar com um processo contra o falso médico.


“Podem processar, isto é crime. O conselho quando consegue detectar, pelo fato da pessoa não ser medica, eu não tenho ingerência sobre eles. Sempre eu conto com o apoio policial para que a gente possa determinar uma ação conjunta, visando a apreensão deste indivíduo, porque isto é crime”, finalizou.
Portal Correio 

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